A notícia caiu como uma bomba no mundo do metal. Sigurgd Wongraven, mais conhecido como Satyr, líder e vocalista dos Satyricon, banda de black metal norueguesa, tem um tumor cerebral. Foi o próprio vocalista que revelou hoje, dia 5 de Outubro, a sua condição na conta do Instagram. Começou por revelar que ficou violentamente doente oito dias atrás e que foi hospitalizado com urgência. Após uma série de exames, ficou clara a presença do tumor cerebral.

Segundo o vocalista há uma forte probabilidade do tumor ser benigno e que poderá viver com ele desde que não cresça mais. Acrescentou que removê-lo é um procedimento extremamente complicado e que apenas deverá ser uma opção a considerar caso cresça para um tamanho onde seja uma questão de vida ou morte.

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Satyr referiu ainda de forma pragmática que todos têm o seu destino e que este por acaso foi o dele.

Também fez questão de mencionar que existem muitas pessoas que já lidaram com coisas bastante piores, pelo que não se sente imerso em sentimentos de auto-piedade, não deixando de referir que tem uma família que o apoia, muitos amigos, os seus projectos, os Satyricon  na #Música e a sua própria marca de vinho, Wongraven Wines, e todos os fãs, em todas as partes do mundo, que sempre o apoiaram durante toda a sua carreira.

Termina dizendo que vai passar as duas próximas semanas a tentar recuperar as suas forças para começar a dedicar-se ao novo trabalho dos Satyricon e pegar onde deixou ficar todos os seus projectos relacionados com os vinhos.

O último álbum dos Satyricon, auto-intulado, já data de 2013, lançado pela editora Indie Records na Noruega e no resto da Europa pela Roadrunner Records, enquanto na América do Norte a distribuição ficou a cargo da Nuclear Blast.

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O próprio Satyr foi o produtor do álbum que foi gravado na Noruega e misturado por Adam Kasper, que já trabalhou com bandas tão díspares como Aerosmith, Mudhoney, Soundgarden, Nirvana e Probot.

O último lançamento por parte dos Satyricon foi o álbum ao vivo “Live At The Opera”, que foi lançado no início do ano pela Napalm Records e que teve boa recepção tanto pela crítica como pelos próprios fãs. Espera-se que este caso seja semelhante ao de Bruce Dickinson, vocalista dos Iron Maiden, onde a sua condição foi ultrapassada com sucesso.