Os Heavenwood são uma das grandes bandas de metal portuguesas, com uma carreira internacional iniciada logo com o primeiro álbum,"Diva", lançado em 1996 pela Massacre Records. Foi também a primeira banda portuguesa a actuar naquele que é considerado o maior (ou pelo menos mais famoso) festival de metal do mundo. A carreira da banda também se pautou por alguma instabilidade, mas a perseverança sempre falou mais alto e é em 2016 que vão lançar o seu 5.º álbum, "The Tarot Of The Bohemians". Aproveitámos a ocasião para falar com Ricardo Dias, guitarrista, vocalista e principal compositor da banda portuguesa, numa entrevista exclusiva para a Blasting News.

Publicidade
Publicidade

Nas vésperas do lançamento do 5.º álbum dos Heavenwood, qual a sensação mais forte que tens? Alívio, orgulho, ansiedade?

Um misto de emoções e sensações. O alívio julgo que é uma sensação que não deixa de estar constantemente aliada à sensação de vitória ou derrota. Na vitória pelo facto do objectivo ter sido concretizado com sucesso ou na derrota pelo facto do objectivo com resultados negativos ter terminado o mais cedo possível. Prefiro optar pelo sentido de missão cumprida e comprida. Este 5.° disco surge após uma tentativa gorada de crowdfunding, apontada quase em exclusivo para Portugal, sofremos perdas em termos de equipamentos e pré-produção quando o estúdio do ex-guitarrista Bruno Silva sofreu um incêndio, altos e baixos nas vidas pessoais de cada elemento, etc.

Publicidade

O certo e efectivo é que o disco está feito, foi orquestrado e gravado, tem convidados importantes, tem personalidade e conceito, tem um artwork de elevada qualidade, entre tantos outros factores positivos que suplantam os factores negativos. O facto de lançarmos esta primeira edição limitada em Portugal, em 2016, e posteriormente lançarmos pela nova editora internacional dos Heavenwood, significa que a estratégia inicial foi respeitada. Pessoalmente falando sinto-me feliz, o que é um sentimento vulgarmente caracterizado de simples mas que embarca num sem número de emoções e factos.

"The Tarot Of The Bohemians" é baseado na história de Papus, um estudioso francês do Tarot e do oculto. De onde surgiu esta ideia?

É baseado em uma das obras mais importantes dele, uma obra que por exemplo Aleister Crowley teve algumas dificuldades em compreender. A ideia surge porque sim, porque assim teve de ser.

O primeiro tema de avanço, "The Juggler" (que é possível ouvir no final da entrevista), vem na mesma linha do anterior, "The Abyss Masterpiece", onde as orquestrações têm um papel preponderante. Este será um elemento para ficar ou apenas fazia todo o sentido no conceito?

Sim, as orquestrações são uma evolução dos meros "teclados" que implica dedicação, know-how e doses de neurônios! É um desafio tremendo que nos caracteriza e destaca do rol de bandas do género musical.

Publicidade

O núcleo duro da banda continua a ser: tu nas guitarras e voz, o Ernesto Guerra na voz e o Vítor Carvalho nas guitarras, contando mais uma vez com alguns convidados especiais, entre eles o regresso de Daniel Cardoso, que divide a bateria com Franky Constanza. Um alinhamento completo e estável para os Heavenwood continua a ser algo difícil de atingir ou esta forma de trabalhar é a mais confortável

O alinhamento estará sempre estável enquanto os pilares dos Heavenwood existirem. A instabilidade parte sempre de terceiros e quando assim é somos extremamente pragmáticos.

Para finalizar, quais os planos para tocar ao vivo? Haverá uma digressão europeia? 

Concertos de apresentação, Meet & Greet, shows num formato alternativo e nova edição internacional do "The Tarot of the Bohemians", também em 2016, com novas surpresas. Para esta edição via Raising Legends aconselho vivamente a adquirirem os diversos packs e formatos disponíveis com stock limitado, consultando a editora nacional. Visitem o Facebook oficial dos Heavenwood para estarem constantemente a par das novidades.

#Música