O artista gráfico holandês de nome M. C. Escher (Maurits Cornelis Escher) viveu entre os anos de 1898 e 1972. Nestes quase setenta e quatro anos, produziu uma das mais interessantes coleções de litografias, xilogravuras e mezzotints (meios-tons) do século vinte. Entre as suas obras estão enquadradas representações de entrecruzamentos e também inúmeras metamorfoses que desafiam a realidade e enquadram o mundo de Escher num misto de geometria, proporção, repetição e inovação nunca antes assistida na arte gráfica. A sua arte é repleta de desafios para o olhar e perceção da realidade humana, as suas obras são dotadas de inúmeros efeitos e ilusões de óptica.

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Definir um artista que desafia o formato em que produz a arte que o identifica é deveras entusiasmante. Entre as obras famosas (recentemente leiloadas) de artistas altamente reconhecidos, podemos afirmar que Escher se serve do desenho, como produção artística, desafiando o plano e introduzindo a terceira dimensão como elemento inovador. A evolução da representação do ‘plano sobre plano’ para uma onde o espaço é irrevogavelmente a única saída fez de Escher um génio, no que respeita ao desenho enquanto representação da realidade. O plano bidimensional servia de base para a imaginação e figuração do espaço enquanto elemento tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel.

O artista tira partido da figura humana, dos peixes, das aves, dos lagartos e envolve-os de tal forma que nenhum se pode mexer sem desacomodar o outro.

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Para além da geometria Escher criou figuras irrealizáveis, representações distorcidas e jogou com os paradoxos básicos da existência humana. Para além de um grande artista gráfico, foi também considerado um grande matemático geométrico. Escher tirou partido de apenas quatro tipos de transformações geométricas: a translação, rotação, reflexão e reflexões deslizantes. Em cada desenho e até em esculturas Escher tira partido da regra e da norma, alterando, modelando e entrelaçando todos os elementos. O artista envolve-se na produção de padrões geométricos com alguns elementos não figurativos, porém facilmente identificáveis. É deveras curioso tentar conciliar a criatividade destes artista holandês com o português tentar conciliar a criatividade destes artista holandês com o português Amadeu de Souza-Cardoso. A malha regular e irregular preenche a ação principal de uma forma intrínseca e capaz de hipnotizar qualquer um.

A sua inspiração surgiu das construções e desenhos decorativos de mosaicos nas edificações de origem árabe.

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As simetrias geométricas, as repetições e malhas regulares estavam representadas nas #Artes decorativas de palácios e castelos mouriscos que estão ainda hoje edificados em inúmeras zonas do sul da Europa. Tais padrões repetitivos pintados ou até esculpidos no chão, teto e parede foram uma influência poderosa na evolução do artista enquanto pensador e criador.

Não perca a oportunidade de assistir ao documentário intitulado Metamorfose, clicando aqui. #Famosos #Curiosidades