Com a tendência forte de se ter meses ricos em boa #Música, não seria Novembro a contradizê-la. A tendência de termos grandes nomes de regresso (após os W.A.S.P., com o álbum do mês de Outubro) também volta a verificar-se. De tal forma que temos de fazer uma menção honrosa para além das nossas dez escolhas habituais. Comecemos já por essa mesmo.

Depois de uma primeira parte editada no ano passado, seria de esperar que a segunda visse a luz do dia mais cedo ou mais tarde. “Chronicles Of The Immortals – Netherworld II” marca o final da história iniciada pelos Vanden Plas no anterior álbum. Uma ópera rock indispensável a todos os fãs do metal progressivo, baseada no conceito criado pelo escritor Wolfgang Hohlbein, pelo seu manager Dieter Winkler e pelo vocalista dos Vanden Plas, Andy Kuntz, conceito esse que já tinha sido transportado anteriormente para os palcos alemães pela banda.

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Um dos grandes nomes deste mês são sem dúvida os Killing Joke, uma das grandes bandas de rock/metal alternativo que se mostrou fundamental tanto na influência para outras bandas, como a estabelecer e a atingir novas fronteiras a cada novo trabalho. “Pylon” não é excepção. Diverso, intenso, melódico e claustrofóbico.

Igualmente intensa e impressionante é a estreia dos suecos Mammoth Storm com “Fornjot”, um grande álbum de doom metal paquidérmico que se assume quase como clássico instantâneo do género. “Cult Of None” dos The Arcane Order até pode ter alguma dificuldade em assumir-se como clássico dentro do género em que se insere (death/thrash metal progressivo) já que a concorrência é saudável, mas sem dúvida que impressiona pelo seu som bombástico, uma imagem da marca que a banda conservou apesar dos sete anos de ausência.

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O black metal também teve uma palavra a dizer, embora a proposta dos Krallice com “Ygg Huur” não se consiga resumir apenas a um termo. Altamente técnico e com soluções de composição pouco usuais, este é um álbum obrigatório para os fãs de música desafiante. Por falar nisso, que dizer de "The Earth Is The Sky” dos The Moth Gatherer? Criadores de atmosferas densas, facilitadores de viagens para fora do corpo, este é um álbum que se torna viciante mesmo para quem não gosta de experimentações. Embora a estreia dos Rendezvous Point possa parecer mais contida que os dois exemplos citados atrás, sem dúvida que a sua qualidade é tão alta, senão ainda mais elevada. Para quem teve oportunidade de assistir a banda ao vivo, na sua recente passagem pelo nosso país, a abrir para os Leprous comprovou aquilo que este “Solar Storm” deixa bem claro: está aqui uma grande banda!

Se as propostas menos convencionais continuam na ordem do dia, também o retro continua a dar bons frutos e a prova é mesmo a estreia auto-intitulada pelos Mirror que conseguem juntar na mesma rodela o encanto do rock clássico assim como a magia do hard’n’heavy, trazendo à mente bandas como Rainbow, Iron Maiden, Deep Purple e Black Sabbath.

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Dentro do mesmo espectro também temos os Honeymoon Disease que com “The Transcendence” provam que mais do que o retro ser uma moda, é a prova de que o hard rock de qualidade é intemporal. Destas venham muitas mais!

Não fará sentido chamar retro ao heavy metal clássico dos RAM, mas é inegável que se sente que um álbum como "Subversvm" já não nos cai nas mãos há muito tempo. Heavy metal puro, que contorna aquilo que muitos julgam já estar esgotado com uma genialidade que passa sobretudo pela simplicidade e pelo amor ao estilo. Um dos grandes álbuns de heavy metal de 2015, definitivamente.

Chegámos ao final com “Singularity”, dos Enshine. Mais uma vez, a prova deste estilo de música ser sem dúvida o mais rico de todos, onde é capaz de congregar tantas influências e tantos estilos musicais diferentes. No caso de “Singularity”, os Enshine combinam o death metal melódico com sensibilidades atmosféricas que torna esta proposta como a óbvia para ser considerado o álbum do mês de Novembro.