"A cruel realidade é que não há atrizes que venham de grupos minoritários na disputa para um Oscar este ano", escreveu Stephen Galloway, editor-executivo do The Hollywood Reporter (THR), na recente publicação. A capa, publicada hoje, quarta-feira, 18 de novembro, destaca uma mistura das atuais candidatas aos Oscars e vencedoras do prémio de Melhor Atriz em edições passadas: Cate Blanchett, Helen Mirren, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Carey Mulligan, Kate Winslet, Brie Larson e Jane Fonda.

Esta é parte da série que o THR promove todos os anos, as roundtable que Galloway descreve como um "elemento que define a cobertura da época dos prémios [do THR] desde os Emmy até aos Óscars”.

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No seu artigo de opinião, publicado também na versão online da publicação, Galloway teve uma visão melancólica sobre o assunto. Ele celebrou as mulheres em destaque na capa, chamando-as de "oito das atrizes mais talentosas dos dias de hoje”. Mas Galloway disse que não podia "ignorar o fato de que todas essas mulheres são de raça branca - sejam de jovens ou de idade, inglesas, australianas ou americanas. É chocante!", escreveu Galloway.

O editor-executivo continua dizendo que ele e os seus colegas têm alguma responsabilidade neste assunto, apontando o dedo para uma das roundtable onde o cineasta afro-americano F. Gary Gray (realizador de Straight Outta Compton) foi excluido.

Acrescenta que parte desta responsabilidade também recai sobre os estúdios de Hollywood, pois são eles que criam e escolhem o elenco para os #Filmes.

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"Falem aos executivos que dirigem a indústria cinematográfica e eles dizem que querem mudar", escreveu. "Mas não existe quase nenhum executivo de #Cinema que seja de raça negra e há muito poucos produtores. Realizadores de raça negra? Não os há em número suficiente - e muito menos mulheres".

"Se houvesse um número muito maior de homens e mulheres de raças minoritárias por onde escolher, este tipo de questões nunca iriam surgir. E esta é mais do que a altura certa para mudar", termina Galloway.

Esta última edição do THR vem no seguimento do anúncio que a revista fez, na semana passada, em que comunicou que iria deixar de classificar o top anual das mulheres mais poderosas. #Imprensa