O estabelecimento prisional norte americano Alcatraz, construído nos anos 30, albergou nomes de peso do mundo do crime, como Al Capone. O facto de se localizar num rochedo numa ilha e ter uma forte organização interna, fazia com que autoridades da época considerassem que era impossível de lá fugir. No entanto, os 3 homens (Frank Morris e os irmãos Clarence Anglin  e John Anglin), que tinham sido condenados pelo assalto a um banco, com uma arma de brincar, conseguiram protagonizar uma sensacional fuga da super prisão, em 1962. Será que morreram ou sobreviveram? 

O documentário do Canal #História  "Alcatraz: em Busca da Verdade", acompanhou a revelação das bombásticas novidades do enigmático caso. As investigações contaram com o apoio dos familiares dos irmãos Anglin (mais concretamente dos seus sobrinhos Ken Widner e David Widner).

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Até hoje, a família, por falta de confiança nas autoridades, nunca tinha mostrado disponibilidade para colaborar.

No documentário, os sobrinhos confessam que a sua família teve muitas dúvidas sobre a morte do seu outro tio Alfred, que alegadamente morreu eletrocutado em fuga da prisão do Alabama. Também difícieis foram as várias pressões que a família sofreu. As autoridades estavam convencidas que a família sabia de toda a verdade. "O FBI, pôs os nosso telefones sob escuta, entraram na sala da minha avó, exigiram que ninguém se mexesse, até que respondêssemos a todas as suas questões" contou Ken Widner.

Apesar deste afastamento, a família viveu sempre com a ideia de que os irmãos Anglin não morreram.  Agora, apesar de manter várias reservas sobre as forças policiais, a família decidiu finalmente revelar surpreendentes dados.

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Os sobrinhos entraram em contacto com Art Roderick, responsável pela investigação do caso durante 25 anos, agora reformado. Inicialmente encontraram-se no cemitério da família. Foi explicado a Rodrick que todos os falecidos da família Arguin estão enterrados ali... exceto 2. Roderick diz que isso não é prova. Passo seguinte, apresentam postais recebidos nos anos seguintes após a fuga que contêm assinaturas do nome dos fugitivos. 

Mas é o dado seguinte que deixa Art Roderick estupefacto. David e Ken Widner apresentam um fotografia de 1975, onde se vê dois homens num campo agrícola. Os sobrinhos revelam que, em 1992, a sua família teve uma reunião com o amigo de infância dos seus tios, Freezy. Freezy revelou que durante uma viagem ao Brasil em 1975, perto do Rio de Janeiro,  um dos fugitivos o reconheceu. Passou alguns dias com os irmãos e tirou-lhes aquela foto. Os Anglin pediram que ele a entregasse aos seus familiares como prova da sua sobrevivência e que dissesse ainda que eles estavam bem, a viver no Brasil.

Estes dados e ainda uma gravação aúdio da conversa tida com Freezy foram apresentados ao atual chefe do caso, Mike Dyke. Roderick lembrou-se que, nos anos 90, recebeu uma chamada anónima, que revelava que os irmãos estavam no Brasil mas na altura não deu grande importância. 

Estes dados foram analisados por especialistas.

Resultados

Foi retirado o corpo de Alfred e verificou-se que ele de facto morreu eletrocutado.

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O seu ADN permitiu perceber que  uns ossos suspeitos reencontrados no mar há uns anos... não pertencem a nenhum dos irmãos!

Em relação ao postais, não se conseguiu determinar o ano exato. Mas na foto é altamente provável que sejam os irmãos! Recomendou-se inclusivamente que se inicie uma intensa busca no Brasil.

Pesquisou-se ainda o relatório criminal de Freezy. Entre outros crimes, foi verificado que teve negócios da droga na América Centra e do Sul (talvez tenha tido ligações específicas ao Brasil). Com este historial, abre-se assim a hipótese de ter sido ele a arranjar condições para a fixação dos irmãos no Brasil. Se ainda forem vivos, John Anglin tem 85 anos e Clarence Anglin tem 84 anos.

Outros dados 

Uma testemunha diz ter visto, a altas horas da noite, um barco a sair de Alcatraz, algo que não era normal àquelas horas. O FBI nunca levou a sério esse relato.