A Organização das Nações Unidades para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou, esta sexta-feira, 11 de Dezembro, as vilas de Idanha-a-Nova e Óbidos como cidades criativas. A primeira, do distrito de Castelo Branco, como Cidade Criativa da Música e, a segunda, no distrito de Leiria, como Cidade Criativa da Literatura. As duas passam, assim, a serem as primeiras povoações portuguesas a integrarem aquela rede criada em 2004 para desenvolver a cooperação internacional. A distinção foi saudada pelo Presidente da República, que considera que “o património material e imaterial” das duas vilas ganhará “uma outra projecção, tanto internamente como no estrangeiro”.

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Para Cavaco Silva, a distinção da UNESCO é também um prémio ao trabalho e empenho dos habitantes na defesa da identidade de Idanha-a-Nova e de Óbidos, para além de galardoar o “valor intrínseco do património e das actividades culturais” levadas a cabo naquelas duas vilas portuguesas. O Chefe de Estado salienta, ainda, as inovadoras iniciativas culturais promovidas ao longo dos anos naqueles concelhos, “onde a inovação se conjuga com a fidelidade às raízes e a cultura erudita se alia às tradições locais”. Pelo que, na sua opinião, aquelas distinções vêm consagrar “a visão e consistência das apostas feitas pelos responsáveis locais em prol das suas comunidades”.

Lançada em 2004, a Rede das Cidades Criativas da UNESCO compreende 116 cidades em todo o mundo, e visa promover a cooperação internacional com e entre as cidades empenhadas em investir em criatividade, como motor de desenvolvimento urbano sustentável, a inclusão social e a vitalidade cultural.

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Ao aderir à rede, as cidades comprometem-se a colaborar e desenvolver parcerias com vista à promoção da criatividade e das indústrias culturais, para compartilhar as melhores práticas, reforçar a participação na vida cultural, e em integrar a cultura nas estratégias e planos de desenvolvimento económico e social.

Após o anúncio por parte da UNESCO, a Turismo Centro de Portugal considerou, através de um comunicado enviado à imprensa, de que se tratava de uma “data festiva para Portugal, e especificamente para a região Centro”. No mesmo documento, o seu presidente, Pedro Machado, destacou as “dinâmicas criadas nas comunidades locais, o envolvimento dos diversos actores regionais e o fluxo de negócio gerado”, não só com a promoção turística do território, mas também com a internacionalização daqueles destinos turísticos. #Turismo