David Bowie sempre teve a característica de surpreender os seus seguidores. Em 2013, 10 anos depois de não lançar nenhum disco, e 7 anos após ter terminado os seus concertos, Bowie lançou The Next Day. Um álbum que tinha sido gravado em total secretismo e que veio preencher um vazio que tinha ficado desde a sua ausência.

Na semana passada, no dia do seu aniversário, Blackstar mostra que David Bowie tinha como surpreender. Irreverente, Blackstar deixava pouco por dizer, mostrando que continuava a ter um papel na #Música, uma palavra a dizer e que essa palavra continuava mais jovem que nunca. Dois dias após o seu lançamento o mundo é surpreendido com a sua morte.

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Nascido em 1947 como David Robert Jones, ficou mais conhecido como o Camaleão da música pop. Com 25 álbuns memoráveis, ele era uma estrela que usou o rock como meio para voos bastante audazes. Variou entre a ficção científica e música eletrónica, atuação e moda e discussões sobre sexualidade e droga.

As suas músicas eram sempre espelho das suas transformações, dos tempos que vivia e Blackstar não foi excepção, com diferentes referências ao seu capítulo final, mas que parecia agora mais distante. Na primeira década do ano 2000, com o seu afastamento, muitas foram as vezes que deram o cantor como morto. O seu ressurgimento em 2013 parecia ser uma reinvenção, a mostrar que tinha ainda muito para oferecer-nos.

É agora difícil imaginar um mundo sem Bowie. Ele teve a capacidade de transformar toda a estranheza que nós sentimos, maior ou menor, em arte.

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E desta forma marcou a história da música, fez o que poucos conseguiriam fazer, sempre de forma inovadora e irreverente. Mas a hora chegou, e vivemos agora um mundo sem David Bowie, na certeza de que será um mundo menos divertido e colorido. Ficam a carreira, as músicas, os espetáculos e sempre a a esperança. E sigamos o que ele nos ensinou: "Ch-ch-ch-ch-Changes, Turn and face the stranger; Ch-ch-Changes, Just gonna have to be a different man, Time may change me, But I can't trace time". #Famosos #Cancro