2015 já lá vai e para trás deixou ficar muita #Música boa, num ano riquíssimo no que à qualidade e também variedade diz respeito. É chegado o momento em que olhamos para trás e vemos o que o ano findado nos trouxe. Balanços são feitos e as inevitáveis listas dos melhores trabalhos do ano já são uma tradição. É importante ressalvar de que não nos assumimos com a arrogância de ter a última palavra no que diz respeito a esta selecção. Existem muitos lançamentos aos quais não demos atenção e que mereciam sem dúvida estar presentes nesta pequena lista, mas infelizmente não há/houve espaço nem tempo para abordar tudo o que foi lançado.

A tarefa de fazer uma escolha tão pequena num grupo tão grande e vasto de lançamentos não é fácil, mas não virámos costas ao desafio e primeiro teremos que referir o regresso de algumas bandas que conseguiram reunir consensos (sem falar dos óbvios Iron Maiden e Slayer, mas já lá vamos).

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Então é importante mencionar “Plague Within” dos Paradise Lost, “Underworld”, dos Symphony X, “VII: Sturm Und Drang” dos Lamb Of God, “Arcturian” dos Arcturus, "Purple" dos Baroness, “Meliora” dos Ghost"Bad Magic", aquele que viria a ser o álbum final dos Motörhead após o recente desaparecimento de Lemmy Kilmister. Estes  e (muitos) outros trabalhos são apenas o exemplo de como 2015 foi um ano rico. Então sem mais demoras passemos para a lista dos dez melhores por ordem decrescente.

Em décimo lugar temos o espantoso trabalho a solo de George Kollias, o baterista grego dos Nile, que além de demonstrar (como se fosse preciso) que é um dos melhores bateristas do mundo, também revelou que é um talentoso multi-instrumentista e compositor. “Invictus” é um álbum de death metal essencial. Em nono temos o regresso dos veteranos W.A.S.P. com “Golgotha”, um álbum onde o hard rock tão característico da banda mostra estar bem vivo e de boa saúde.

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Em oitavo, “Singularity” dos Enshine, um projecto composto por dois músicos. O seu segundo álbum é um triunfo no que diz respeito à mistura entre o death metal e a melodia.

A melodia do álbum auto-intitulado dos Our Oceans também nos conquistou e por mérito próprio fica no sétimo lugar. Um dos grandes regressos de 2015, foi o dos Slayer, onde a banda provou que ainda tem muito para dar apesar das mexidas na formação e do trauma que foi o desaparecimento de Jeff Hanneman. “Repentless”, um dos grandes destaques do thrash metal de 2015 ocupa a sexta posição na nossa tabela. A representar Portugal, e no quinto lugar, o regresso dos nossos Moonspell com “Extinct”, um álbum onde a banda portuguesa dá um passo seguro e reúne as suas melhores características para um dos seus grandes trabalhos da sua carreira. No quarto lugar, “Infinite Dissolution” dos Locrian num trabalho que desafia classificações e torna-se viciante logo na primeira audição.

Em terceiro lugar “Cloak Of Ash”, o álbum de estreia dos australianos Hope Drone.

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Um álbum desconfortável, pesado e claustrofóbico. E é por isso que gostamos dele. Em segundo lugar, outro regresso. Desta feita dos finlandeses Shape Of Despair, após uma ausência de nove anos, com “Monotony Fields”, um enorme álbum de funeral doom atmosférico que é o melhor trabalho do género em 2015 – e até talvez nos últimos anos. No primeiro lugar e de certa forma já algo esperado, o regresso dos Iron Maiden. “The Book Of The Lost Souls” poderá não ser um álbum perfeito, poderá ter defeitos, mas é certamente um dos melhores álbuns que a banda fez nos últimos anos e uma chapada de luva branca na cara daqueles que julgavam que o sexteto já não tinha mais nada oferecer. Tanto tinham que nos deram um dos seus melhores trabalhos dos últimos vinte anos (ou mais além disso).