A Vortex Magazine reuniu alguns dos momentos mais humilhantes para a #História portuguesa. E como é preciso conhecer o passado para não se voltarem a repetir os mesmos erros, fomos investigar. 

  •  A batalha (e derrota) de Alcácer-Quibir

Se há algo que a História nos ensina, é nunca enviar o rei de um país para a linha da frente de uma batalha. Especialmente se esse mesmo rei não tem herdeiros para o trono. Ora foi exatamente isso que aconteceu com impetuoso e destemido D. Sebastião, valente rei português que enfrentou os seus inimigos sem medo. E nunca mais foi visto. Documentos da época relatam como o jovem rei contrariou todas as sugestões dos seus capitães e conseguiu tomar todas as decisões militares erradas.

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Restou apenas a lenda do rei D. Sebastião, que numa noite de nevoeiro vai regressar para salvar a pátria.

  • A Dinastia Filipina

As consequências das ações de um rei imprudente deixaram uma nação na ruína e sem herdeiro para ocupar o trono, ditando o fim da dinastia de Aviz. Reinou então a dinastia Habsburgo, também conhecida por dinastia filipina, com D. Filipe II de Espanha a tornar-se no rei D. Filipe I de Portugal. Durante os 60 anos que Portugal viveu sobre a alçada de Espanha manteve sempre a sua moeda oficial.

  • A mítica Armada Invencível de Espanha

Numa altura da história portuguesa em que o país estava sob o controlo dos espanhóis, deu-se o confronto de Espanha contra Inglaterra. E apesar de Portugal ser um dos aliados mais antigos da Inglaterra teve de armar-se também e partir para a batalha.

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No entanto, a vangloriada armada invencível veio a provar-se não ser assim tão difícil de derrotar. D. Filipe II de Espanha (D. Filipe I de Portugal) partiu com 130 navios e 27 mil soldados para enfrentar a marinha inglesa, mas tudo o que podia correr mal, correu. A armada invencível revelou-se fraca perante o fogo inimigo e foram traídos pelo tempo inglês que parecia querer ajudar os seus compatriotas. No fim, só restaram 60 navios da mítica armada invencível.

  • O Ultimato Inglês

Com o objetivo de unir as colónias portuguesas Angola e Moçambique, os portugueses desenharam o “Mapa cor-de-rosa”. No entanto, o plano dos portugueses entrou em choque com o dos ingleses, que queriam construir um caminho-de-ferro e ligar o Egipto à Africa do Sul. A rainha Vitória de Inglaterra faz chegar o ultimato inglês ao seu mais antigo e estimado aliado: ou desistem do mapa ou sofrem as consequências: guerra. O rei D. Carlos, recentemente coroado, protestou levemente mas nada podia fazer e recuou. Para os republicanos da época este foi o golpe final e a conspiração para derrubar a monarquia portuguesa começou a formar-se.

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  • A guerra esquecida de Moçambique

No decorrer da 1ª Grande Guerra Mundial, entre 1914 a 1918, o exército português perdeu mais soldados no território africano do que no europeu. Protegido pelo seu grande aliado, a Inglaterra, Portugal conseguiu manter-se neutro durante grande parte do confronto contra a Alemanha. No entanto, quando o exército alemão começou a atacar a colónia portuguesa, Moçambique, Portugal não teve outra opção senão enviar tropas para defender as suas fronteiras. Foram enviados 1527 soldados portugueses para ajudarem na defesa de Moçambique. No entanto, estavam totalmente desorganizados e mal preparados e mesmo antes de entrarem em confronto direto com o inimigo já tinham perdido cerca de 21% dos homens para doenças. No fim, não foram as balas dos alemães que mataram mais portugueses, mas as doenças, a fome e a sede em Moçambique. #Curiosidades