Há muitos #Filmes que, pelas mais variadas razões, e apesar da sua qualidade, não contam para a noite mágica do glamour norte-americano. Neste artigo, proponho-lhe uma viagem por alguns dos grandes filmes independentes que, este ano, ficaram afastados da corrida por qualquer Óscar

Victoria

A grande virtude deste filme alemão está no facto de ter sido filmado num único plano sequência. São 140 minutos centrados em Victoria, que se envolve com um grupo de deliquentes na noite berlinense. Não bastasse o incrível fator técnico levado a cabo por uma realização muito competente, o filme conta ainda com o enredo de intensidade crescente e interpretações de uma naturalidade impressionante. 

  • Género: Drama/Crime
  • Realização: Sebastian Schipper

 

Táxi 

Um filme que se disfarça de documentário, contando a história de um realizador que se disfarça de taxista.

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O revolucionário realizador iraniano, que já esteve preso várias vezes por fazer filmes que criticam o seu regime, volta à carga com uma abordagem na "primeira pessoa" ao status quo do Irão. 

  • Género: Comédia/Drama
  • Realização: Jafar Panahi

Que horas ela volta?

Um filme brasileiro que põe a nú as diferenças entre o Nordeste e Sudeste do país, entre os ricos e os pobres. Regina Casé desempenha o papel de uma empregada doméstica que vive com os seus patrões em São Paulo. Tudo corre na perfeição até que ela recebe, no seu local de trabalho, a sua filha para passar uns dias. A partir daí as diferenças de status evidenciam-se num plot que explora a "co-habitação social". 

  • Género: Comédia/Drama
  • Realização: Anna Muylaert

 

Tangerine

Tangerine foi filmado através da câmara do Iphone 5S, equipado com um filtro amarelado de alto contraste.

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Sean Baker traz-nos um dia (pouco) normal de dois transexuais com muito histerismo e humor negro à mistura, sem perder a coerência num filme, que aqui e ali, nos lembra do Pulp Fiction de Tarantino. 

  • Género: Comédia
  • Realização: Sean Baker

 

The Club

Esteve nomeado para a categoria "Melhor Filme de Língua Estrangeira" dos Globos de Ouro, mas falhou na aspiração ao Oscar na mesma categoria. Este filme chileno expõe os crimes de abuso sexual da igreja católica e fá-lo de uma forma muito crua, numa espécie de apocalipse pessoal, tanto da vítima como do abusador, numa realização que começa nos pensamentos perturbadores e acaba nos olhares de culpa. 

  • Género: Drama
  • Realização: Pablo Larraín

 

The Lobster

Yorgos Lanthimos já conhece a sensação de uma nomeação para o Óscar (Canino, 2009). Desta vez, volta a presentear-nos com um enredo bizarro: uma sociedade onde as pesssoas são impedidas de viverem sozinhas! Caso não cumpram a regra, são encaminhadas para um hospital onde devem encontrar um novo parceiro (nas mesmas condições), caso contrário serão transformados num animal e soltos na natureza.

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Só pela ideia, vale uma espreitadela, não?

  • Género: Comédia/Drama
  • Realização: Yorgos Lanthimos

 

Plemya 

Não é fácil o espectador entrar no filme, uma vez que as personagens são todas elas surdos-mudos. Mas a adaptação acaba por ocorrer quase naturalmente, sobretudo pela simplicidade do guião, mas também pelo poder, que nos apercebemos aqui especialmente, que a imagem tem. Assaltos, contrabando e prostituição, no dia-a-dia de um grupo de adolescentes, marcam com violência a estreia de Miroslav Slaboshpitsky nas longas metragens. 

  • Género: Drama
  • Realização: Miroslav Slaboshpitsky

 

A Pigeon sat on a Branch Reflecting on Existence

Roy Andersson é um realizador que se parece desmultiplicar entre o surrealismo de Luís Buñuel e o melodrama de Ingmar Bergman. Neste filme, de título curiosíssimo, volta a apresentar um conjunto de situações que representam, metaforicamente, o comodismo e a não compreensão que afectam a condição humana. 

  • Género: Drama/Comédia
  • Realização: Roy Andersson

 

 

 

  #Cinema