Reveladas as primeiras 5 das 15 mullheres mais marcantes da História de Portugal, a Blasting volta "à carga" e dá a conhecer mais 5 nomes. Uma empresária, uma mulher do povo em busca dos seus direitos, uma escritora, uma cantora. Sabe de quem falamos? Se sim, confira; se não, descubra. 

A generosa e persistente Antónia Ferreira, conhecida como "A Ferreirinha" (1811-1896), que era oriunda da Régua, teve um papel bastante importante para a afirmação internacional do vinho do Porto. Vinda de famílias de posses, aos 33 anos, após a morte do seu primeiro marido, decidiu explorar um negócio que já existia na sua família: o vinho do Porto.

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A filoxera, uma peste que atacava constantemente as vinhas, foi um problema que a atormentou durante anos. Também a aposta dos governos portugueses no vinho espanhol trouxe-lhe dificuldades para o seu negócio. Várias vezes se deslocou a Inglaterra para compreender como poderia encontrar meios para derrotar a peste. Apesar disso, conseguiu produzir e vender em grandes quantidades o Vinho do Porto. Também importante de referir é que a "Ferreirinha" foi sempre amiga dos seus trabalhadores. 

Catarina Eufémia (1928-1954) era uma jovem mulher do campo, analfabeta, que nasceu e viveu na aldeia alentejana de Baleizão. A 19 de maio de 1954, acompanhada por 13 colegas ceifeiras, reclamou junto do feitor melhorias salariais. Este, sentindo-se em perigo, deslocou-se a Beja para chamar o dono das terras e a GNR.

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Ao chegarem ao local, Catarina terá dito ao Tenente Carrajola que estavam ali porque exigiam uma vida melhor. A resposta não agradou e o tenente deu-lhe um murro. De seguida, Catarina terá dito que só faltava mesmo matarem-na. Sem hesitação, o tenente Carrajola disparou 3 vezes. Catarina, que tinha ao colo um dos seus 3 filhos (que era o mais novo, tinha 8 meses), acabou por falecer. Foi assim, sem dúvida uma figura que lutou contra o Estado Novo.

A Irmã Lúcia (1907-2005) e os seus primos Francisco e Jacinta, todos nascidos em Aljustrel (Fátima), eram crianças, quando afirmaram a 14 de maio de 1917 que tinham visto na Cova da Iria, enquanto guardavam o rebanho, Nossa Senhora. Essas visões repetiram-se por mais 5 meses (sempre no dia 13) e vinham com mensagens. A 13 de julho a Nossa Senhora terá contado 3 segredos. Numa das outras aparições, Nossa Senhora terá manifestado o desejo de se criar um local para o culto religioso. Após esta #História ter sido tornada pública, foi construída a Capela das Aparições no exato local onde se encontraram os pastorinhos e Nossa Senhora.

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Com o tempo o espaço de culto acabou por ser ampliado, surgindo assim o Santuário de Fátima, local que hoje é visitado por milhares de pessoas. Em 1935 escreveu as suas memórias, em que falou das aparições. Em 1944 revelou dois dos segredos, o terceiro foi contado só no ano 2000. A Irmã Lúcia faleceu em Coimbra, em 2005, no Convento Carmelita de Santa Teresa.

Florbela Espanca (1894-1930), natural de Vila Viçosa, teve uma vida curta marcada por depressões e revoltas interiores. Soube expor a sua instabilidade sobretudo através da poesia. No entanto, também escreveu alguns contos, um diário, traduziu algumas obras e escreveu ainda para jornais e revistas.

A lisboeta Amália Rodrigues (1920-1999) é tida como uma das grandes cantoras mundiais do século XX. É a maior voz do fado português. Foi idolatrada em Portugal e não só. Levou o nome de Portugal bem alto. Graças a ela, o fado começou a ser conhecido e apreciado em vários países. Encontra-se sepultada no Panteão Nacional. #Curiosidades #Personalidades