A morte existe há tanto tempo quanto existe a vida. Uma coisa não pode funcionar sem a outra. Mas será que é normal seres da mesma espécie matarem-se sem nenhum motivo aparente ou por causa de um capricho que não conseguem reprimir? E será que em Portugal também existiram (ou existem) assassinos em série? A definição do termo indica que se trata de um indivíduo que matou três ou mais pessoas, seguindo sempre a mesma forma de matar, sendo esta a sua “assinatura”. O “Correio da Manhã” reuniu uma lista de alguns dos maiores assassinos em série (conhecidos, claro) em Portugal, que vamos agora abordar com pormenor.  

Luísa de Jesus, “A Assassina de Bebés”

Suspeita-se que o primeiro assassino em série português terá sido uma mulher pelo nome de Luísa de Jesus.

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Foi acusada de ter assassinado 33 bebés, que ia buscar a instituições de caridade, onde tinham sido abandonados pelos pais, e recebia dinheiro do Estado por cuidar de cada criança. Foi condenada no ano de 1772 e terá sido a última mulher a ser condenada à morte em Portugal. Um pormenor bastante mórbido nesta #História é que lhe terão sido cortadas as mãos antes de ser enforcada, algo bastante peculiar para a execução de uma mulher.

Diogo Alves, “O Assassino do Aqueduto das Águas Livres”

Este é provavelmente o criminoso mais perigoso na história de Portugal. Diogo Alves nasceu em Espanha e mudou-se para Portugal ainda novo. As mortes começaram em 1836, quando o jovem espanhol tinha 26 anos. Durante muitos anos conseguiu escapar impune pelos seus atos horríveis: praticava assaltos no Aqueduto das Águas Livres e atirava as suas vítimas do topo do Arco Grande, para que ninguém o pudesse denunciar.

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Estima-se que no espaço de um ano, Diogo Alves tenha assassinado mais de 70 pessoas. Como não havia suspeita de #Crime, as autoridades atribuíram as mortes a suicídio. O aqueduto acabou por ser fechado devido ao grande número destes “suicídios”. No entanto, Diogo Alves acabou por ser condenado pelo massacre de uma família. Foi condenado à forca pelos seus crimes: esta sentença ficou na história de Portugal porque o espanhol foi o último condenado à morte, antes de esta pena ser abolida em 1867. Um grupo de médicos decepou a cabeça do assassino, que se encontra conservada num recipiente de vidro na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde foi alvo de vários estudos para se tentar entender de onde vinha tal malvadez. Não houve dados conclusivos neste estudo.

 

O "Estripador de Lisboa"

Este assassino em série chamou a atenção dos jornais pela forma violenta como matava as suas vítimas. Ao total foram três mulheres que perderam a vida nos anos 1992 e 1993. O perfil das vítimas era constante: mulheres jovens, prostitutas ou toxicodependentes.

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No entanto, de um momento para o outro, as mortes pararam. Não houve mais vítimas. E a polícia continuava sem provas e um suspeito em concreto. Não conseguiam perceber porque é que as mortes tinham parado de um momento para o outro. Passaram-se anos, os crimes prescreveram e apesar de haver vários suspeitos, o culpado nunca foi encontrado. Mas afinal por que motivo parou? E será que pode voltar a atacar?

 

Francisco Leitão, ou o “Rei Ghob”

Este estranho caso começou no verão de 2010 quando Francisco Leitão, também conhecido como “Rei Ghob”, foi detido pela Policia Judiciária (PJ) como o principal suspeito de ter morto quatro pessoas. Este assassino em série português foi descoberto ao acaso quando uma investigação da PJ sobre o desaparecimento de uma jovem, Tânia Ramos, “tropeçou” com o desaparecimento de mais três pessoas na zona de Peniche. Francisco Leitão era o único elo de ligação entre estas quatro pessoas. Era frequente vê-lo acompanhado por adolescentes, que acabaram por cair nas mãos de um homem com uma visão da realidade totalmente distorcida. No fim foi condenado a 25 anos de prisão por crimes de homicídio e de ocultação de cadáver. Os corpos das suas vítimas nunca foram encontrados. #Curiosidades