As épicas lutas no terreno pelos direitos das mulheres surgem apenas nos século XIX e XX. No entanto, ao contrário do que se pensa, os primeiros passos (ainda que tímidos) pela reivindicação dos direitos femininos foram dados no século XV. Hoje, damos a conhecer algumas das principais datas associadas à longa evolução dos direitos de igualdade. Vale a pena referir que esta #História ainda não terminou. Ainda existem obstáculos por ultrapassar.

A primeira referência conhecida à luta pelo direitos das mulheres remonta a 1405, na França. A filósofa Christine de Pizan referiu, na sua obra "Livro da Cidade das Damas", que as mulheres não eram respeitadas da mesma maneira que os homens.

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Três séculos mais tarde, surgem novos passos. Nos Estados Unidos, em NewJersey, em 1776, um lapso numa lei (que em vez de mencionar a palavra "homens",  referia "pessoas") permitiu o voto às mulheres. Esta «falha» foi depois corrigida em 1807. Na França, em 1791, através de Olympe de Gouges, surgiu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. 

Nos séculos XIX e XX são derrubadas as grandes barreiras. Florence Nightingale, nascida em 1820, no Reino Unido, responsável pela modernização da enfermagem, conseguiu angariar várias mulheres para serviços de voluntariado, libertando-as assim da vida caseira. Era uma oportunidade que agradava a todas as partes. De acordo com a Revista Super Interessante, "(...) Os maridos não se opuseram: de acordo com a mentalidade reinante, a ternura inata das mulheres tornava-as aptas para essa tarefa.

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O trabalho constante com prostitutas, doentes, reclusas ou mãe solteiras ensinava às voluntárias que evitar essas calamidades era a educação (...)".

Em 1848, nasceu verdadeiramente o movimento feminista mundial. Para tal, contribuiu nesse ano, a realização do primeiro plenário dos Direitos da Mulher.

Na Suíça, a Universidade de Zurique, em 1865, tornou-se na primeira instituição de ensino superior em todo o mundo a admitir mulheres. Na década seguinte, em 1878, no Reino Unido, é emitida uma lei que passa autorizar a independência financeira das mulheres. Também no Reino Unido, mas 20 anos tarde (1898), surgem os primeiros movimentos que defendem o direito ao voto feminino. Emily Goulden Pankhroust, criou em Manchester a União Social e Política da Mulheres.

Em 1911, Carolina Beatriz Ângelo, na altura, médica e víúva, tornou-se na primeira portuguesa a votar. A legislação portuguesa apenas dizia que o direito de voto era para quem sustentava a casa, tivesse mais de 21 anos e soubesse ler e escrever.

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Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, milhareshomens tiveram que largar o seu trabalho, para lutar na Guerra Mundial. As mulheres substituíram-nos seus postos. Apesar de terem sido elogiadas, não mereceram mais oportunidades.

Sete depois, em 1921, surge a primeira clínica em que os abortos estavam sob a responsabilidade  médica.

Entre 1939 e 1945, várias mulheres assumiram mais uma vez um papel importante num Guerra Mundial. Desempenharam papel político importante e, claro, tiveram funções úteis no teatro de guerra. Em 1940, em Tuva (território que atualmente faz parte da Rússia), Khertek Toka tornou-se na primeira chefe de Estado em todo o mundo, pese embora o facto de a República Popular de Tuva ser, à data, reconhecida apenas pela URSS e pela Mongólia. 

Em 1960, a pílula passou a ser permitida nos Estados Unidos.  1 ano depois, o presidente John Kennedy designou algumas mulheres para postos de relevância.  #Curiosidades