D. Pedro V, designado de o "Esperançoso", "O Bem-Amado" ou "O Muito Amado"reinou apenas 8 anos, tendo morrido aos 24. No entanto, foi o suficiente para ser hoje considerado um grande rei. Tranquilo, culto, estudioso, curioso, observador, visionário, sério e humano. D. Pedro V conseguiu contornar épocas instáveis, marcadas pela corrupção de vários políticos e pelas guerras civis, para implementar várias reformas que há muito eram necessárias no país. Deu assim um forte contributo à Regeneração, o movimento que modernizou Portugal. Teve também, como mérito, aproximar o reino ao povo.

Filho do Rei consorte D. Fernando de Saxe Coburgo e da rainha D. Maria II, D.

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Pedro V nasceu em Lisboa, a 16 de setembro de 1837. Desde tenra idade, D. Pedro mostrou capacidades fora do vulgar. Queria sempre aprender mais e mais. Pela pressão familiar e pela sua própria personalidade, comportou-se como adulto desde muito cedo. 

Com o falecimento da sua mãe em 1853, foi o seu pai D. Fernando que assumiu o trono até 1855, ano em que D. Pedro V completou 18 anos e foi coroado. Durante esse tempo, D. Pedro V acompanhou o pai em várias visitas ao estrangeiro. Como o rei revela no seu diário, essas viagens eram feitas por razões profissionais, nunca como passeios. O Rei estava especialmente atento ao que cada país tinha de melhor e de pior, fazendo anotações no seu diário.

D. Pedro desejava, durante o seu reinado, revolucionar em vários setores Portugal, mas tinha a noção que estavam enraizados na sociedade portuguesa graves problemas:

  • Todos os dramas vividos essencialmente na primeira metade do século XIX (como as invasões francesas, a Guerra Civil de 1834);
  • O surgimento de vários políticos que não tinham como intenção servir o país, mas sim os seus próprios interesses (e que por isso mesmo nunca lhes interessava apostar em obras que realmente fossem uma mais valia à nação).
  • .O crescimento de uma burguesia cada vez mais rica;
  •  A nobreza, que já praticamente não existia.;

A chamada época da Regeneração, começou ainda no reinado de D.

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Maria II. Mas D. Pedro V, fica associado a várias mudanças profundas ao país. Contamos aqui algumas das suas medidas:

  •  Para colocar travões às loucuras políticas, criou logo no início do seu reinado a Caixa Verde, algo que irritou profundamente vários ministros. Inserida na porta do Palácio Das Necessidades, tinha como objetivo ser a fonte de depósito de textos que dessem a conhecer a realidade de qualquer região portuguesa. Qualquer pessoa podia ali deixar as suas informações. Também criou o Correio Azul, um meio para quem quisesse solicitar esmolas.
  • Fundou em Leria o Curso Superior de Letras, com o seu próprio dinheiro (91 contos de Reis),
  • Defendeu o fim da escravatura;
  • Deslocou-se a vários hospitais para visitar os doentes, vítimas de uma epidemia de Cólera e de Febre Amarela. A sua atitude que foi contra todos as recomendações de pessoas da sua confiança. O Rei escreveu no seu diário o seguinte : "Tenho muitos irmãos (...), que me podem substituir caso aconteça qualquer desgraça! Se tenho alguma utilidade, é junto dos enfermos e dos pobres desprotegidos. Se sirvo para alguma coisa, será agora que o poderei demonstrar". De acordo Com Ruben Andresen Leitão, na obra "D. Pedro V: Um Homem e um Rei", o monarca passava muito tempo junto de cada doente. Quando regressava a casa, sentia-se comovido com tanto sofrimento. 
  • Os primeiros comboios são introduzidos em Portugal. D. Pedro defendeu ferozmente a implementação do comboio no nosso país, quando ainda era príncipe. Teve várias conversas sobre este assunto com o seu professor, o escritor Alexandre Herculano;
  •  Criou vários espaços de saúde;
  •  Começam a ser feitas, de forma contínua, viagens marítimas entre Portugal e Angola;
  •  Introduziu-se em Portugal o Telégrafo.

D. Pedro V casou-se com D. Estefânia em 1858, mas um ano mais tarde, de forma trágica, ficou viúvo.

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Faleceu em 1861, vítima de febre tifóide. Não deixou descendência. A coroa passou para o seu irmão D. Luís. #História #Curiosidades