O escritor húngaro Imre Kertész morreu nesta madrugada (31 de Março), em Budapeste. O romancista, de 86 anos, que ganhou o Prémio Nobel da #Literatura em 2002, faleceu em casa. Imre nasceu a 9 de Novembro de 1929. Esta notícia foi avançada pela agência de notícias estatal húngara MTI, que divulgou também que a causa da morte do autor deveu-se a uma doença prolongada. Foi a editora do escritor que reportou esta triste notícia.

Judeu húngaro, acabou por ser deportado quando tinha 15 anos da Hungria para Auschwitz, devido às perseguições levadas à cabo pelas tropas nazis, lideradas por Hitler. Esta experiência de vida marcou a obra de Imre Kertész, que ilustra muitos momentos e experiências do Holocausto nas suas narrativas e ilustra também a evolução da sociedade europeia na perspectiva dos excluídos. 

O prémio Nobel de Literatura em 2002 foi ganho precisamente porque as obras do autor conseguiram chamar a atenção do júri, que achou que o seu passado marcado pela perseguição dos alemães aos judeus era transportado para os #Livros do autor húngaro, fazendo a verdadeira descrição dos campos de concentração nazis, expondo sem censura como os homens conseguem ser desprezíveis e baixos.

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Apesar do Prémio Nobel da Literatura ter sido o ponto mais alto da sua carreira, o autor também ganhou o Prémio de Literatura de Brandeburgo no ano de 1995 e o Prémio do Livro de Leipzig, em 1997.

Auschwitz não foi foi o único campo de concentração onde o autor húngaro esteve preso. Depois de ter sido arrancado da sua terra natal e deportado para Auschwitz, Imre foi transferido para o campo de concentração de Buchenwald, em 1945, onde acabou por ser foi libertado pelas tropas por norte-americanas. 

Com o fim da II Guerra Mundial, em 1945, Kertész voltou para Budapeste e formou-se como jornalista, trabalhou como escritor de obras de teatro e dedicou-se também à tradução de obras de alguns autores alemães. 

Kertész escreveu obras como Kadish por uma criança não nascida (1990), O Fracasso (1988) e Sem destino (1975).

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#Personalidades