A curta #História de vida do nosso rei D. Sebastião desperta sem dúvida um grande interesse. O que lhe aconteceu após a batalha de Alcácer Quibir é ainda hoje (e provavelmente sempre será) um mistério. Existem algumas teorias, mas nenhuma que infelizmente consiga comprovar a sobrevivência ou a morte de um dos nossos mais jovens monarcas. De acordo com a Revista SuperInteressante, a alegada sepultura e documentos e histórias antigas ajudam ainda a criar mais dúvidas sobre as verdadeiras consequências finais da batalha no jovem rei.

Segundo a revista, existem documentos que indicam que o Rei D. Filipe II de Espanha teve um papel importante na trasladação do corpo do rei D.

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Sebastião para Portugal, merecendo por isso, em 1578, um agradecimento do cardeal D. Henrique. No entanto, o seu suposto túmulo, localizado no Mosteiro do Jerónimos, apresenta a seguinte frase "Si Vera Est Fama" (tradução livre: Se é verdade o que se diz). Ou seja, até a própria sepultura levanta dúvidas sobre o fim do último monarca de Aviz. 

A já referida revista Super Interessante revela que histórias do século XVI afirmam que o rei D. Sebastião regressou vivo a Portugal depois da derrota de Alcácer Quibir. Existiram algumas pessoas que se fizeram passar por D. Sebastião. Na sua maioria, comprovou-se que não passavam de mentirosos, e por isso, quase todos, como consequência da "brincadeira", foram mortos! Houve, contudo, um caso, especial. Um homem, que ficou conhecido como o Cavaleiro Misterioso, mereceu em Espanha atenção especial das autoridades, pois temia-se que se tratasse de D.

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Sebastião, o que colocaria em causa a posição de Filipe enquanto rei de Portugal. Nos séculos seguintes, vários historiadores e escritores consideraram que, de fato, o Cavaleiro Misterioso podia muito bem D.Sebastião.

Conta-se ainda que, alguns bons anos depois, em 1626, o futuro rei português D. João IV terá visto D. Sebastião no nosso país.

D. Sebastião: Biografia 

O nascimento de D. Sebastião, em 1554, foi a salvação da família real portuguesa. Impediu uma grave crise na sucessão ao trono, sendo por isso designado de "O Desejado". O seu pai, o príncipe D. João, perdeu a vida aos 16 anos, poucos dias antes do seu nascimento. O seu avô, o rei D. João III, estava com uma idade avançada, sofria de vários males e perdera todos os filhos. 

Em 1557, com apenas... 3 anos, D. Sebastião é coroado Rei de Portugal. No entanto, dada a sua tenra idade, teve de esperar 10 anos para  assumir as suas próprias responsabilidades. Durante esse tempo, o trono de Portugal foi ocupado pela avó, Catarina de Aústria,viúva de D.

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João III,  e pelo cardeal D. Henrique, seu tio avô.

O reinado de D. Sebastião não foi brilhante.E de acordo com a Revista Super Interessante, existem razões que são desconhecidas da maioria do público que ajudam a perceber o porquê. Não terá deixado descendência, pois suspeita-se que sofria de uma doença. Os seus conselheiros não eram os melhores; "a nobreza que servia no paço e que aconselhava o monarca constituía um um grupo social anquilosado que pouco evoluíra desde que se iniciara a expansão marítima", revela a revista SuperInteressante.

D. Sebastião chegou a lançar várias medidas interessantes, que pretendiam sobretudo revolucionar a gestão das colónias portuguesa, como foi a ilegalização da escravatura dos índios. Contudo, as leis acabaram por não vingar, devido a interesses obscuros de algumas pessoas e à dificuldade do rei em controlar esses interesses e fazer aplicar a lei. 

A Batalha de Alcácer foi, como sabemos, uma humilhante derrota para Portugal, e o fim de D. Sebastião (pelo menos como rei).  Apesar de ter sido aconselhado a não participar na guerra, o rei entrou em combate, não levou em conta as instruções militares e ditou as suas regras. A esmagadora maioria dos militares, apesar de contrariados, obedeceram.  #Curiosidades #Desaparecimento