De acordo com Raquel Varela no livro "Os Anos de Salazar: 1949-1950", foi a 27 de outubro de 1949 que o médico natural de Avanca, António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, mais conhecido pelos seus dois últimos nomes (ou seja, Egas Moniz), através de um telegrama vindo de Oslo, teve conhecimento de que tinha ganho o Prémio Nobel de Medicina e FisiologiaUm feito histórico: pela primeira vez um português conquistava o prestigiado galardão. Era assim reconhecida a sua descoberta: a lobotomia pré-frontal poderia tratar de algumas psicoses.  

Segundo a obra já referida, a nomeação do médico para o Prémio Nobel começou a ser preparada em 1948.

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No I Congresso Internacional de Psicocirurgia, em Lisboa, estiveram representados 27 países e por unamidade foi sugerido o nome de Egas Moniz para o Prémio Nobel.

O prémio foi disputado taco a taco entre Egas Moniz e o médico suíço Walter Hess. Este último tinha tido como mérito conseguir decifrar com detalhe o sistema nervoso vegetativo.

O vencedor final acabou por ser o português. Portugal estava surpreendido e ao mesmo tempo orgulhoso. Era um feito impressionante para um pequeno país, que vivia tempos conturbados. 

Raquel Varela, na obra anteriormente referida, revela que Egas Moniz, que se encontrava doente, não pôde receber pessoalmente o prémio em Oslo. Em sua representação esteve o encarregado de negócios de Legação de Portugal.

Lobotomia, uma técnica polémica

Segundo o site Cerebromente, a lobotomia começou a ser explorada nos últimos anos do século XIX.

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O alemão Friederich Golz fez testes com cães e concluiu em 1890 que quando se retiravam os lobos temporais, os animais tornavam-se mais meigos.

A lobotomia acabou por gerar muito polémica, sobretudo a partir da década de 50 do século XX, altura em surgiram os remédios para ajudar a reduzir os efeitos da esquizofrenia. Não existiam provas que de facto esclarecessem o verdadeiro potencial terapêutico da lobotomia. Hoje em dia a lobotomia quase já não é praticada, mas continua a não gerar consenso. #História #Curiosidades