As Reverence Underground Sessions voltaram a dar que falar na Sexta-feira. O Sabotage Club acolheu desta vez para um evento duplo (sexta-feira 22 e sábado 23 de Abril) a mítica banda de rock industrial Bizarra Locomotiva. A banda lisboeta tinha prometido nestes dois #Concertos oferecer ao público presente uma revista de toda a sua discografia, tendo reservado o dia 22 para o período de 1993 a 2003. As portas do bar de Lisboa abriram às 22h e o concerto começou por volta das 23h com lotação não esgotada, mas uma casa bem composta.

A noite começou com “Sobre os teus ombros”, com Rui Sidónio e Alpha entrando em palco envoltos em celofane transparente, fazendo com que os seguidores da banda com mais quilometragem embarcassem numa viagem ao passado.

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A seguir, “Growth Pains” atropelou de rompante quem ainda estava distraído e incendiou por completo o público presente.

O pequeno espaço que é o Sabotage Club ajudou a criar um ambiente intimista e rapidamente se tornou no universo perfeito para a união entre a banda e o público. Temas como “Apêndices”, “Ultraviolência”, “Homem Máquina” e “Druidas” tornaram-se em momentos únicos de partilha de sentimentos, suor e caos sonoro, com o vocalista da banda, Rui Sidónio, frenético e em completa sintonia com a “escumalha” presente.

Da passagem pelo álbum “Bestiário” deixaram-nos “Gatos do Asfalto”, “Grifos de Deus”, “Câmara Ardente”, num momento especial em que a vocalização principal ficou a cargo do teclista Ricardo Rodrigues (Alpha) em dueto com Rui Sidónio, embrenhado entre os presentes; “O peixe vermelho” e “Cavalo Alado” foram também sem dúvida dos momentos mais sentidos da noite.

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“Candelabro do Amor”, “Fear Now”, “Cada Homem” e por fim “Se me amas” completaram a selecção de temas que a Locomotiva escolheu trazer para presentear os fãs. Como já é habitual nos concertos dos Bizarra Locomotiva a noite acabou com “O escaravelho” a envolver o Sabotage numa onda humana de dança e gritos caóticos de um público já em êxtase e completamente rendido.

Já com toda a banda fora de palco o guitarrista Miguel Fonseca acabou a noite com uma interpretação arrepiante de “Purple Rain”, deixando todos os presentes acalmarem os ânimos e a prepararem a alma e o corpo para a noite seguinte. #Entretenimento #Música