Foi nesta quinta-feira, dia 7 de Julho, que o franceses Gojira pisaram o nosso território para uma noite memorável. Por ironia do destino, foi a mesma noite em que a França passou à final do campeonato europeu, onde irá disputar o título com a nossa seleção. A sala 1 do Hard Club no Porto foi o local escolhido pela promotora Prime Artists. A maior sala do bar tem capacidade para 1000 pessoas e estava completamente esgotada.

Os escolhidos para abrir o concerto dos grandes Gojira foram o portuenses Equaleft.

Os Equaleft são já uma banda muito conhecida e querida pelo público do underground nacional. Abrir para Gojira foi um sonho tornado realidade, já que admitem serem grandes admiradores da banda francesa.

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Mas este não foi o único motivo para a explosão da adrenalina. O guitarrista Nuno Cramês, que saiu da banda aproximadamente há um ano, viajou desde o Brasil para Portugal para se juntar aos seus colegas, proporcionando ao público uma grande alegria misturada de nostalgia.

Às 21 horas, sem qualquer atraso, os Equaleft sobem ao palco para dar início aquilo que se pode chamar de grande atuação. Não é normal, mesmo com lotação esgotada que no concerto da banda de abertura a sala já esteja completamente cheia. Poucas foram as pessoas que entraram depois.

Foram 45 minutos de pura energia em palco, onde tocaram temas como: "We are ..."; "... the Chameleons"; "Invigorate"; "Tremble"; "Uncover the Masks", entre outras.

Chegou a hora dos Gojira e via-se o público a ver o resultado do jogo de futebol nos telemóveis.

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Em tom de brincadeira, dizia-se que já não ía haver atraso porque a França já tinha passado e o jogo não iria a prolongamento.

Numa sala a rebentar pelas costuras e com o público em completa ansiedade pelos Gojira, que tocavam no Porto pela primeira vez, percebeu-se que a noite iria continuar a ser memorável.

Nada melhor para começar que ao som do frenético Toxic Garbage Island, seguido de L’Enfant Sauvage, quando o caos se instalou por completo, mostrando que o quarteto francês liderado pelos irmãos Duplantier estava em plena forma.

Sem descanso, seguiram-se The Heaviest Matter of The Universe, que abanou completamente as estruturas do Hard Club com o seu peso “sónico” e as duas novidades Silvera e Stranded, do seu novo álbum Magma, que já se tornaram verdadeiros hinos para os fãs da banda, que cantavam os refrões com uma força contagiante.

O cenário do Hard Club era como o de um vulcão em plena erupção. O calor era imenso mas o público, que estava em êxtase, não parava de saltar, cantar e os crowdsurfers eram às dezenas. A banda sorria e puxava ainda mais pelo público, como sucedeu no grandíssimo Flying Whales onde uma enorme "Wall of Death" criou uma onda de mosh por toda a sala. Os corpos suados voavam a cada segundo, alguns choravam de felicidade e a banda em palco sentia o calor que lhes era transmitido, agradecendo a enorme receção que estavam a ter.

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A noite terminou com o público a sair da sala como se tivesse acabado de mergulhar numa piscina e com um sorriso rasgado de satisfação. #Entretenimento #Música #Concertos