A segunda edição do Festival Laurus Nobilis Music 2016 teve lugar no passado fim-de-semana. Famalicão recebeu três dias de #Música separados pelo género musical. Na sexta predominava o Metal/Hard rock, o sábado foi dedicado ao Rock/Pop Rock e Domingo o destaque foi o fado. Moonspell, Aurea e Carminho foram os cabeças-de-cartaz.

A Associação Ecos Culturais do Louro trabalhou arduamente durante estes últimos meses e o resultado foi visível. Um excelente recinto, grande oferta e qualidade na praça de alimentação, segurança e bombeiros sempre atentos, parques de estacionamento com proteção policial toda a noite.

O dia 22 começou de forma tranquila, com os Via Sacra em palco pelas 19h.

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As portas abriram ao público já com a banda a dar os primeiros acordes e várias foram as pessoas que se apressaram a chegar perto do palco. A banda de Famalicão dava então as boas vindas a todos os presentes com o seu Rock gótico.

Ainda com a luz do dia, chegou a vez dos polémicos Quinteto Explosivo tomarem conta do palco e abandonarem o mesmo passado 1 minuto em tom de brincadeira, dando a entender que íam ficar pela intro.

António Guterres, Paulo Tortas, Javardo Silva, Durão Banhoso e Santana Corpse aparecem em palco vestidos a rigor com as suas roupas à Deadpool e capitão América. A banda formada por elementos dos Kalashnikov, Comme Restus, Homens da Luta e Noidz animou a plateia. Ora voava papel higiénico do palco, ora o António Guterres (vocalista) empunhava o seu tritão que explodia fogo de artifício.

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Músicas provocantes como "Fado Futebol e Fátima" provocavam gargalhadas nuns e abanos de cabeça noutros. Cantaram ainda no tema "Queres crl" com participação especial de Muffy (vocalista de Karbonsoul), que acrescentou brutalidade à performance da banda.

Locomotiva não pára de carburar!

Já com a "casa composta", chega a vez  dos Bizarra Locomotiva. Entram em palco com a "febre de Ícaro", trazendo com eles um quinto elemento, o baixista Carlos Santos -Twiggy dos Assemblent, que dá sempre uma contribuição de peso à Locomotiva. Uma falha técnica repentina levou todos a suspirarem e a relembrarem o último concerto da banda de Almada em Beja, mas o desfecho não seria o mesmo. O vocalista Rui Sidónio aproximou-se do público e garantiu: “Aconteça o que acontecer, o concerto continua daqui, com a ajuda de todos!”.

E assim foi! O problema foi rapidamente resolvido, mas o concerto continuou dali com a escumalha presente a cantar ao microfone, “gatos do asfalto” dando assim oficialmente início à viagem da Locomotiva! 

Numa Set List em que visitaram toda a discografia da banda tocando temas como “desgraçado de bordo”, “foges-me em chamas”, “apêndices”, "cavalo alado”, “fantasma” e “druidas", houve ainda tempo para algumas pérolas de carvão como a tão desejada “Hecatombe” (que já desliza sobre carris e levou Famalicão ao rubro), “Se me amas” dos Xutos & Pontapés ou o "anjo exilado”, com a participação especial de Fernando Ribeiro, aproveitando a união das duas bandas no mesmo cartaz, resultou num encontro de titãs muito aplaudido pelo público presente.

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Como é habitual, para o fim ficou “o escaravelho” com mais uma participação especial. Muffy, que tinha anteriormente pisado o palco com os Quinteto Explosivo, juntou a sua poderosa voz à de Rui Sidónio num dos maiores hinos da Locomotiva!

Mesmo com algumas falhas no som, este foi provavelmente o melhor concerto de Bizarra Locomotiva em 2016. #Festivais #Concertos