No Laurus Festival Music Famalicão recebeu três dias de #Música. Moonspell, Aurea e Carminho foram os cabeças-de-cartaz. “Breathe” abriu o concerto de Moonspell em Famalicão! Quase sem respirar, toda aquela moldura humana que envolvia o palco do Laurus Nobilis cantou com Fernando Ribeiro em uníssono, fazendo notar as saudades que o Norte tinha de ver a banda ao vivo! A banda retribuiu com uma entrega sentida naquele que foi o primeiro concerto de uma tour que os vai levar pela Europa até o final deste ano.

Além dos mais recentes temas houve também tempo para algumas viagens ao passado e aos tão queridos “Irreligious”, “Wolfheart”, “Opium”, “Awake”, “Ruin and Misery” e também “Vampiria”, com Fernando Ribeiro a envergar a mítica capa vampiresca numa música que, mesmo 20 anos depois, continua criar o caos entre a alcateia.

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Entusiasmado, o público cantou em tom futebolístico um “Portugal allez”, que rapidamente se transformou num “Moonspell allez”, deixando o caminho aberto para o que seria a última música oficial da noite “Alma Matter”, na qual Fernando Ribeiro envergou orgulhosamente uma bandeira de Portugal com o símbolo dos Moonspell e o nome do hino Moonspelliano escrito por baixo.

E como esta noite realçou o espírito de união que existe entre o público metalhead e entre as próprias bandas, foi a vez de mais uma participação especial, com Rui Sidónio dos BL a entrar em palco e participar no tema "Em nome do medo". Momento raro que agradou ao público, ao mesmo tempo que alguns comentavam que nunca tinham visto o vocalista da Locomotiva tão vestido!

Para o fim ficou a "Full Moon Madness", cantada em coro de grito uivados por parte de uma plateia já completamente rendida numa noite de lua cheia que trouxe o Metal português ao festival Laurus Nobilis.

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Coube a António Freitas continuar a animar com temas de Slipknot, Marilyn Manson, Led Zeppelin, Pantera, etc!

Aurea encanta no segundo dia!

Foi notória a diferença de afluência de público na sexta para os restantes dias. Com muito pouca gente a assistir, os Metáfora tentaram animar os que por lá já andavam. O mesmo aconteceu com a banda de Famalicão The Cityzens. Um rock muito coeso, bem estruturado, ao estilo dos anos 80. Ambas as bandas deram um bom concerto, mas a falta de plateia influenciava bastante os ânimos.

Entraram em palco os brasileiros Bloco do Caos, que estavam super entusiasmados. Nunca tinham saído do Brasil e a primeira vez que surge a oportunidade é logo na Europa e em Portugal, onde vão andar em tour até 12 de Agosto. Várias vezes Ale Casarotto (vocalista) interrompeu o concerto para agradecer a oportunidade.

Boa disposição e muita brincadeira protagonizada entre o vocalista e o guitarrista "o Japa" animaram os que atentamente assistiam ao concerto. A banda pratica um reggae de qualidade, surpreendendo alguns com solos na bateria de Nirvana e Rage Against the Machine.

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Um aparte aclamado por alguns, mas que deixou outros com cara de surpresa, pois o público deste dia não era propriamente conhecedor destas bandas.

Quando Aurea subiu ao palco o recinto já estava muito bem composto, o que leva a acreditar que a maioria das pessoas tinham ficado em casa até quase à hora do concerto da artista portuguesa.

Com um vestido branco comprido que transmitia a tranquilidade e frescura de uma noite de verão, Aurea entrou depois da intro protagonizada pela sua banda com "My time on your love". Êxitos como "Scratch my back" eram cantados com entusiasmo pelo público na primeira fila. Momento de confissão de um amor que não resultou, interpretando "Nothing Left to say" e em seguida "I didn't mean it", deixando no ar um ambiente de cumplicidade e muitos de garganta apertada, talvez a tentar conter algumas lágrimas.

No domingo e último dia de festival, a cara mais esperada era a de Carminho, que é bastante acarinhada pelo público português. #Festivais #Concertos