Quinta-feira, dia 14 de Julho de 2016. O festival Meo Marés Vivas 2016 arrancou. A abertura de portas deu-se às 17h e, provavelmente por ser uma quinta-feira, a afluência ainda não era muita. Os #Concertos tiveram início, tal como tinha sido marcado, às 17.30h no palco Santa Casa. Foi num final de tarde quente mas sereno que os Kilimanjaro deram início ao seu concerto neste palco.

Através do seu rock psicadélico tiveram a árdua tarefa de fazer a receção aos festivaleiros deste primeiro dia e iam aos poucos chamando à atenção dos mais tímidos para junto do palco. O trio, ainda a promover o seu álbum “Hook”, de 2014, deixou aos presentes um bom cartão-de-visita para todos aqueles que desconheciam completamente a banda.

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Também de Barcelos, os The Glockenwise tomaram de “assalto” o palco com o seu rock direto e fortemente influenciado pelos MC5 e The Stooges. Em 2013 já tinham pisado este mesmo palco, mas agora, com muito mais rodagem, mostraram o porquê de terem tido muita atenção por parte do público e imprensa. O bom humor e a paixão com que interpretam os temas fizeram com que os presentes fiquem contagiados com a sua sonoridade.

Foy Vance foi o artista escolhido para abrir o Palco Principal e foi sem dúvida uma ótima escolha que se adequou impecavelmente ao ambiente quente e de início de noite. O artista do norte da Irlanda usou a maravilhosa paisagem do Cabedelo para servir de imagem de fundo para a interpretação de temas como “Into The Fire” e “She Burns”, em que o folk/rock se apoderou de todos os presentes. Uma atuação interessante, carregada de melodia e em que houve tempo para uma interpretação de “Purple Rain” de Prince.

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Conhecida pelos seus dois enormes sucessos “Milkshake” e "Trick Me” do famoso álbum Tasty, que a catapultou para a fama, Kelis subiu ao palco de uma forma glamorosa ao som de “Millionaire”. Apesar dos seus sucessos do passado, neste momento Kelis mostra-se afastada das luzes da ribalta e isso reflete-se até mesmo nas suas músicas que soam mais “sóbrias”. Concerto bastante morno, onde nem mesmo os seus grandes hits e a sua simpatia serviram para animar os milhares que já esperavam por Elton John.

Duas horas com Sir Elton John

Pelas 21 horas em ponto, eis que Sir Elton John sobe ao palco com o seu piano e com uma alegria contagiante. O recinto estava completamente cheio para o receber de braços bem abertos. O público era maioritariamente mais velho e foi-se misturando com o mais jovem, que também aproveitou para conhecer um grande artista.

Foi ao longo de duas horas que o britânico e a sua excelente banda “embalaram” o quase esgotado recinto do Meo Marés Vivas.

A temperatura amena ajudava e a nostalgia dos seus temas também.

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Deu-se um desfilar de vários temas da sua longa e excelente carreira, sem nunca esquecer o arrepiante “Don´t Let the sun go down on me” e o mais cantado e aplaudido da noite “Candle in the Wind”, ficando somente de fora o mítico “Nikita”.

Chegava então o momento que os milhares de jovens mais ansiavam, o concerto dos novíssimos D.A.M.A.. Ainda a banda não tinha entrado em palco e os cânticos dos seus fãs já entoavam bem alto.

A banda sensação portuguesa do momento levou os seus fãs ao delírio interpretando temas como “Eu sei”, “Não Dá”, entre outros que rodam constantemente nas rádios e foram cantados pelo público do início ao fim.

O público jovem saltava e dançava a cada tema que era interpretado e houve tempo ainda para algumas jams, covers, apresentações dos músicos em palco e até mesmo entoação do hino nacional, apelando ao orgulho português pela vitória do Campeonato da Europa. Concerto cheio de energia e pura alegria e tudo aquilo que os seus fãs gostam, entrega total dos músicos ao público que estava ali para os ver.

Hoje, dia 15, a festa continua com início marcado às 17.30h. #Música #Festivais