16 de Julho de 2016, 3º e último dia de Festival Meo Marés Vivas deste ano. O dia começou de uma forma bem mais tranquila e descontraída do que os anteriores. Lentamente o público ia chegando junto do palco, atraído pelo som de Tatanka, mais conhecido pelo seu trabalho em The Black Mamba. Esta sua nova aventura musical demonstra um caminho diferente, mas com uma sonoridade cheia de boas energias e sons quentes.

Já com uma audiência composta, Diana Martinez & The Crib subiram ao palco. Deram um dos melhores #Concertos do Palco Santa Casa. Repetente neste palco, voltou a provar a sua qualidade com umas das vozes mais refrescantes do panorama nacional. Houve tempo ainda para um dueto carregado de emoção com André Tentúgal dos We Trust no Tema “We are the ones”, em que o público ajudou novamente no refrão, além de um tema dos Souls of Fire e até dos Arctic Monkeys, mostrando toda a sua versatilidade.

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Antecipado alguns minutos e ainda com o recinto muito vazio, Beth Orton subiu ao Palco Meo e serviu como banda sonora para todos aqueles que iam chegando ao festival.

O palco parecia demasiado grande e a luz do dia também não ajudou nesta atuação de Beth Orton. O seu folk mais intimista teria resultado na perfeição num espaço mais pequeno e proximidade com o público. Baseou a sua atuação no seu último trabalho “Kidsticks”, de onde se destacaram “Moon”, “Snow” e o conhecido “1973”.

Por outro lado, o jovem Tom Odell trouxe uma alegria enorme ao público que teimava em não acordar, adormecido pelo início de noite quente que se fazia sentir. Com o tema “I know” conseguiu isso mesmo. Captou a atenção com o seu pop carregado de influências de Jazz e influenciado por grandes nomes como Elton John e Tom Waits.

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Com o novíssimo álbum “Wrong Crowd” editado em Junho, teve aqui um público bastante atento e curioso por este jovem cantor.

Com uma carreira longa, Rui Veloso já não tem nada a provar ao público português. Além de um artista respeitado pela maioria, todos sabem que os seus concertos são fantásticos pelos momentos de emoção e nostalgia que proporcionam.

Já não era a primeira vez que pisava este palco, mas desta vez foi especial: o público, a temperatura, o próprio Rui Veloso mais descontraído, que mostrou que as suas músicas são intemporais. Desde os mais novos até aos mais velhos, todos cantavam em coro os conhecidos “Não há estrelas do céu”, “Chico Fininho”, “Porto Sentido” e o momento alto da noite, “Anel De Rubi”.

Em simultâneo estavam no Palco Santa Casa a atuar os Papillon, que se tornaram uma verdadeira surpresa. Os seus ritmos alegres, vivos, dançantes contagiaram todos aqueles que estavam junto do palco, juntando-se a eles a dançar vigorosamente.

A banda liderada por Joana Manarte foi sem dúvida uma lufada de ar fresco na sonoridade do Palco da Santa Casa, tal foi animação que causaram.

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James voltam a encantar Portugal!

Ao som da “A Portuguesa” os britânicos James voltaram a pisar o palco do Meo Marés Vivas. Num concerto de duas horas desfilaram todos os seus êxitos e promoveram o seu novo álbum “Girl at the end of the World”.

Uma atuação cheia de energia, em que o carismático vocalista Tim Booth e restante banda se entregaram de corpo e alma ao público português, que lhe retribuiu com aplausos e abraços enquanto fez várias vezes “crowdsurfing” pela imensidão de gente.

Os James gostam de Portugal e o o público português gosta dos James e, quando assim é, tudo corre bem e acontecem momentos fantásticos como em “Sometimes”, em que o público, sozinho, entoou o refrão da #Música durante aproximadamente 3 minutos.

Pela noite dentro seguiram-se os Djs, animando os que ainda tinham força nas pernas para as sonoridades eletrónicas.

De destacar o enorme sucesso do Palco Caixa, onde estiveram todas as noites os melhores artistas de comédia portugueses e com o público a aderir imenso, provando que a mudança do coreto para este palco foi uma aposta ganha pela organização.

E assim acabou mais uma edição de sucesso promovido pela PEV Entertainment. Venha 2017! #Festivais