A 1ª edição do Vagos Metal Fest, que se realizou na Quinta do Ega, em Vagos, teve lugar no fim de semana. Sábado foi o dia escolhido para o arranque e a procissão metaleira chegava ao recinto com calma, mas entusiasmada! Este dia contou com uns prováveis 4500 festivaleiros. Sem atrasos, a #Música subiu ao palco às 17h.

Foi debaixo de um sol abrasador que os “irmãos” Correia, com o seu álbum “Act One”, presentearam o público com uma dose de um excelente Stone Rock que serviu na perfeição para o ambiente de descontração e de chegada dos festivaleiros.

Não faltaram os bem orelhudos Singles “Deliver Us” e “Deceivers of the Sun”, que fizeram com que fossem uma surpresa agradável e uma aposta ganha na banda de abertura.

Publicidade
Publicidade

De uma sonoridade completamente diferente vieram os Betraying the Martyrs. Estes franceses são conhecidos pelas suas actuações explosivas, carregadas de inúmeros breakdowns, refrões bastante melódicos e um “groove” contagiante.

Liderados por Aaron, os Betraying the Martyrs descarregaram toda a sua fúria do “Deathcore Sinfónico”, de tal forma que o chão da Quinta do Ega tremia com a quantidade de Breakdowns e movimentações no público.

Os Vektor são neste momento uma das bandas de Thrash progressivo que mais interesse gera junto dos fãs do género. Têm surpreendido com os seus álbuns e agora estiveram finalmente em Portugal para promover o seu último trabalho, “Terminal Redux”. “Changing the the void” e “Hunger for Violence” foram a prova que cada vez mais as sonoridades mais progressivas se encaixam perfeitamente num ambiente de festival.

Publicidade

Já com um recinto muito bem composto chegou a vez dos veteranos RAMP. Já não têm muito a provar em solo nacional, mas fizeram questão de mostrar o porquê de serem uma das bandas mais acarinhadas em Portugal.

Tiveram sem dúvida o melhor som do dia e também um dos #Concertos mais emotivos do festival, onde quase todos os temas tiveram os refrões cantados em uníssono com o público.

Os italianos Fleshgod Apocalypse eram um dos nomes mais aguardados deste festival e as expectativas eram enormes devido ao seu muito aclamado “King”. Mas foi de forma desoladora que o concerto começou! O som estava completamente caótico e só mais ou menos a meio da actuação conseguiu ganhar algum equilíbrio.

Apesar disso, os Fleshgod Apocalypse tiveram uma postura irrepreensível, sem nunca baixarem os braços.

Os fantásticos temas “Pathfinder”, “As cold as Perfection” e o novíssimo "The Fool" fizeram esquecer todos os problemas que tiveram com o som e o público fica à espera que a banda volte a Portugal para uma nova data num espaço fechado para poderem usufruir de todo o esplendor que a sonoridade dos italianos transmite.

Publicidade

Mesmo com as malas e instrumentos perdidos pela companhia aérea, os Dark Funeral conseguiram com o enorme esforço da organização do Vagos Metal Fest subir ao palco com tudo aquilo de que precisavam. A negritude do som dos suecos invadiu Vagos com temas como “Unchain My Soul e “Open The Gates”, que soaram perfeitos com o frio que se fazia sentir.

Sem esquecer o clássico “The Secrets of the Black Arts”, os Dark Funeral provaram que podem não ser hoje em dia uma banda que esteja em topo de forma, mas que são uma banda de culto e demonstraram-no em palco com toda a sua essência.

Final em grande

Os portugueses Bizarra Locomotiva foram os escolhidos para fechar o primeiro dia do Vagos Metal Fest e a escolha foi mais do que acertada.

Quem já viu Bizarra Locomotiva sabe bem do que são capazes. Os seus concertos são uma espécie de ritual que começou ao som de “Na Febre do Ícaro” e do frenético “Egodescrentralizado”.

Os Bizarra conseguiram aquecer bem uma noite que estava fria! “Hecatombe” e “Anjo Exilado” foram os temas que mais delírio causaram no público que estava em completa comunhão com a banda.

Fecharam em grande com “Escaravelho”, com a participação de Muffy no refrão e, como sempre, Sidónio imparável e junto do público.

Após os concertos houve ainda uma After Party com António Freitas a dar som aos campistas. #Festivais