Foi este domingo que teve lugar o segundo e último dia do Vagos Metal Fest. Sendo no dia seguinte feriado, e com o cartaz que o evento apresentava, contava-se que tivesse mais gente que no dia anterior. Em ambos os dias, cerca de 10 mil pessoas marcaram presença na quinta do Ega, em Vagos, tendo neste dia contado com uns prováveis 5500 festivaleiros.

Os Godvlad, banda local, pisaram o palco à hora marcada e, de uma forma bem agradável, deram o mote para o início dos #Concertos!

Iniciam assim a promoção do seu mais recente trabalho, “Dark Streets of Heaven”, lançado este ano, com uma sonoridade metal gótico e com bastante melodia e peso.

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Como figura de destaque têm a simpática vocalista Vanessa, encarregue também de nos presentar com os seus dotes de dança. Temas a destacar: “Bipolar” e “Game of Shades”.

Já com uma plateia muito bem composta, os portuenses Heavenwood subiram ao palco ao som de “Arcadia Order “ e “The Empress”, este último tema do novo álbum “The Tarot of The Bohemians”.

A banda parece rejuvenescida, tanto a nível musical com também a sua postura em palco, bem mais próxima do público e com muito mais energia do que era habitual nas suas actuações.

Músicas como “ The Jugler “e “The High Priestess” (com Sandra Oliveira dos Blame Zeus) já se tornaram, em muito pouco tempo, temas emblemáticos, mostrando assim como este novo álbum está a ter uma grande aceitação.

Uma actuação não só apenas focada no novo álbum mas também com temas mais antigos como “Emotional Wound “ e “Rain of July”.

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De volta ao nosso país estavam os suecos Tribulation que, embora ainda fosse de dia, não sendo a melhor altura para desfrutar a sua sonoridade, conseguiram convencer os milhares que para eles tinham as atenções voltadas.

Concentrados no material do álbum “Children of the Night”, ofereceram durante 40 minutos aquilo que melhor sabem fazer: um metal rock de contornos sombrios e de fortes influências de Celtic Frost. Os guitarristas Adam e Jonathan espalharam magia em palco através seus movimentos glamorosos.

Numa hora que habitualmente os festivaleiros jantam, foi a vez do punk dos Discharge entrar em acção, com uma entrada a um ritmo alucinante. Quem estava à espera de um concerto morno, enganou-se completamente. O público foi fustigado pelos veteranos Ingleses. Atuação como mandam as regras do Punk. Grande humildade e entrega total em palco.

Chegava a vez do folk metal dos Finlandeses marcar a presença e dar um dos melhores concertos do festival. Como sempre habituaram o seu público, os Finntroll vieram para nos presentear com uma hora de autêntica festa, fazendo com que uma enorme roda em frente ao palco não parasse de início ao fim como aconteceu em “Skogsdotter”. Folk metal no seu melhor e com uma enorme aceitação por parte do público português.

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Helloween, o melhor do festival

Se em Finntroll a actuação já tinha sido memorável, o que dizer da actuação dos Germânicos Helloween! Impressionante a forma como pegaram no público e tomaram-no como seu, mesmo aqueles que não são adeptos de power metal.

O som perfeito, as luzes e a sua entrega em palco tornaram a sua actuação na melhor do festival!

“Future World”, “Lost In America” e "I Want Out” foram alguns dos temas que provaram a sua competência e a boa reputação que têm no nosso pais.

Moonspell

Finalmente Moonspell em Vagos”, afirmou Fernando Ribeiro, com o aplauso das milhares de pessoas que, numa noite já longa, os esperavam ansiosamente .

Um concerto que tanto teve de promoção de “Extinct”, como relembrar os clássicos “Opium”, Vampiria” ou “Alma Mater”, exaltando sempre o público português. Houve espaço para a interpretação do tema “Em Nome do Medo”, com o Rui Sidónio dos Bizarra Locomotiva.

Moonspell iguais a si mesmos, fortes, bons no espetáculo que fazem. São ainda a maior banda de metal em Portugal! Fecharam, com Full Moon Madness, esta primeira edição do novo Vagos Metalfest.

A segunda edição do festival já está confirmada e será novamente no segundo fim de semana de Agosto!

  #Música #Festivais