Jacques de Molay é uma das grandes figuras e lendas da história da França, tendo sido o último grão Mestre da Ordem dos Templários no país. O seu fim foi terrível, mas foi sempre leal à sua Ordem. Consta que nos seus últimos momentos de vida lançou uma profecia/praga (que se tornou real) aos seus inimigos: Papa Clemente V e o rei Filipe IV. Contamos-lhe tudo a seguir.

Filho de nobres franceses, Jacques de Molay nasceu em 1244, na Borgonha. Em 1265 entrou para a Ordem dos Cavaleiros do Tempo. Com o falecimento do Grão mestre Teobaldo Gaudin, Molay ascende ao lugar mais desejado da Ordem, em 1293. De acordo com o site thoth3126, "No início do seu grão-mestrado é conhecido pela sua ação a favor de uma nova cruzada, desenvolvendo uma campanha diplomática na França, Catalunha, Inglaterra, nos estados da península itálica e nos estados pontifícios".

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Mas logo no seu primeiro ano como Grão Mestre, em 1292, lidou com uma problemas enormes. Os templários perdiam força na Terra Santa. Era um grande problema. A Ordem começava a ser vista como algo dispensável, pois não conseguia preencher o lugar das extintas cruzadas. E, ao mesmo tempo, tinha uma vasta riqueza, o que a tornava temível e apetecível. A tarefa não era fácil, mas o rei Filipe IV, começa então a pensar em encerrar a ordem, desejando sobretudo apoderar-se de todo o vasto património dos Templários, que considerava ser seu por direito. Para executar o seu plano, Filipe IV pediu auxílio ao seu velho aliado, Papa Clemente V. Argumentou que a ordem tinha que desaparecer, e que para tal era necessário os grandes rostos da ordem serem acusados de crimes, como sodomia, heresia, idolatria.

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O papa aprovou a ideia.

Numa sexta feira, 13 de outubro de 1307 (segundo se diz, esta data, explica a origem das amaldiçoadas sextas feiras 13), Molay foi capturado. Na tortura assumiu todos os crimes de que era acusado. Foi enviado para uma masmorra de Paris, o que fez com que a sua saúde mental se tornasse frágil com o passar do tempo. Ali esteve fechado sete anos. A 18 de março de 1314, Molay apresenta-se no tribunal da inquisição, assume-se como inocente, negando a todas as provas (que na realidade foram falsificadas pelas autoridades). O tribunal não perdoou e decidiu queimá-lo vivo na fogueira, na Île de la Cité, em Paris. Molay faleceu a 18 de março de 1314. As suas últimas palavras foram para o rei Filipe IV e o Papa Clemente V. Prenunciou que os dois iriam morrer nos próximos meses... e assim foi.

Filipe IV, após dois derrames cerebrais, faleceu no Castelo de Fontainebleau a 29 de novembro de 1314. O Papa Clemente V, faleceu a 20 de abril de 1314.

Convém também realçar que Molay, de todas as vezes que foi interrogado, nunca revelou onde estavam as grandes riquezas da Ordem e nunca entregou nenhum colega. Algo que certamente terá irritado Filipe IV. Ainda hoje continuamos sem saber onde estavam (ou estão) as fortunas da Ordem. #História #Curiosidades