Foi nesta terça-feira, dia 4 de Julho, que os brasileiros Sepultura regressaram a Portugal. Há três anos passaram no Paradise Garage em Lisboa, mas deste vez o local "premiado" foi o Hard Club no Porto. Os bilhetes custavam 20€ e os #Concertos estavam agendados para as 21h, com a abertura de portas uma hora antes. A banda de suporte foi a portuense Equaleft.

Depois do lançamento do novo álbum "Machine Messiah" em Janeiro, os Sepultura começaram a apresentação deste trabalho em Junho. O Porto foi a décima sexta cidade a receber os brasileiros. A Tour denominada como "Machine Messiah Tour" vai prolongar-se, para já, até 15 de Março de 2018, no festival Hammerfest, em Inglaterra.

Publicidade
Publicidade

Equaleft a abrir

Já não é estreia para este quinteto ser banda suporte para um grande nome internacional! Depois de Gojira, chegou a vez de abrir para os poderosos Sepultura. Exatamente às 20.55h, os Equaleft subiram ao palco com toda a garra que têm, e pela qual são conhecidos. A sala 1 do Hard Club já estava muito bem composta para apoiar a banda do Porto que, durante cerca de 35 minutos, conseguiu aquecer bem os ânimos na plateia.

Tocaram temas como "New False Horizons", "Human", "The Chameleons", "Denial", "Uncover the Masks" "Invigorate", "Tremble" e encerraram com "Maniac".

Uma atuação irreprensível, apenas com uma falha técnica no tema "Invigorate" que impediu o público de ouvir o vocalista durante todo o tema. No entanto esta falha não foi notada em palco, pela descontração que a banda mantinha.

Publicidade

Quem ouve falar de Equaleft ouve falar de húngaros, e mais uma vez a banda despediu-se do palco a distribuir as ditas bolachas por todo o público.

Sepultura arrebatou no Porto!

Foi estrondosa a passagem dos brasileiros Sepultura pelo Porto. Com o novíssimo álbum na bagagem, trouxeram ao Porto um setlist de luxo, não só temas do novo trabalho mas também a percorrer toda a sua carreira.

Passavam 5 minutos das 22h quando os Sepultura entraram em palco com um sorriso nos lábios. Em último lugar entrou Derrick Green que, para surpresa de todos e satisfação da primeira banda da noite, vestia a t-shirt de Equaleft oferecida minutos antes.

Durante 1 hora e trinta e cinco minutos tocaram "I am the enemy", "Phantom self", "Kairos", "Desperate cry", "Sworn Oath", "Inner Self", "Iceberg Dances", Choke", "Dialog", "Alethea", "Resistant Parasites", "Biotech is godzila/policia", "Territory", "Refuse/Resist", "Arise" e, no encore, "Sepultura Under my skin", "Ratamahatta" e o épico "Roots Bloody Roots".

Publicidade

O ambiente na sala era abrasador. As pingas de água caíam do teto. Além do frenesim do público ajudar a aumentar a temperatura, o sistema de ar condicionado talvez não fosse o mais indicado. Todos os elementos da banda em cima do palco estavam ensopados. Mas nem o calor acalmou os ânimos.

Todo o concerto foi poderoso, mas de salientar o mais novo elemento dos Sepultura, Eloy Casagrande. Este baterista de 26 anos é uma autêntica máquina. Todos os temas são muito complexos e duros fisicamente para o baterista, e ele simplesmente dominou a cena.

O único senão no concerto, que apesar do bairrismo foi encarado um pouco na brincadeira pelo público, foi quando Green agradece a Lisboa em vez de Porto! Imediatamente foi apupado por toda a plateia, enquanto os restantes elementos olhavam para ele, a rirem-se! Kisser corrigiu-o logo de seguida.

Não esgotaram a lotação da sala, mas esgotaram as energias de uma sala muito bem composta, e os fãs saíram satisfeitos com o concerto! #Entretenimento #Música