Sabem aqueles #Livros que supostamente TODA a gente devia ler antes de ir desta para melhor? Aqueles clássicos famosos que até o mais casual dos leitores se sente na obrigação de ler, incluindo em três traduções e ainda para depois ver a adaptação em filme? Pois, mas lê-los a todos é (literalmente) outra história. E se admitirmos que há livros espectaculares e populares que pura e simplesmente... não nos encantaram?

Então, para quebrar o gelo, aqui fica a minha vergonhosa lista de Super Mega Clássicos da #Literatura que Eu Não Consegui Ler.

  • 1984, de George Orwell

Tenho a certeza que admitir que não se leu este livro apaixonadamente dá direito a multa.

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Ainda por cima, ultimamente é muito intelectual e tudo citar George Orwell, já que a temática da história serve para ponto de reflexão sobre o clima político actual. Ou seja, ou sabemos fazer uma piada irónica com o 1984 ou parecemos toupeiras que não andam neste mundo.

Eu apanhei uma edição em promoção com uma capa toda gira na Fnac, mas confesso que nem mesmo assim fiquei particularmente encantada. Não passei da página 50, mas a pressão para o ler continua!

  • Guerra e Paz, de Tolstoi

Aqui entre nós, toda a gente fala deste livro MAS NUNCA ninguém o leu duma ponta à outra, só pode. De certeza que o próprio Tolstoi suspirava de cansaço só de lhe fazer uma revisão. Eu tentei duas vezes, e ainda vi o filme (e nem esse vi todo). Mas nem ver a Audrey Hepburn armada em aristocrata russa me conquistou.

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  • Madame Bovary, de Flaubert

Não adiantou de nada o ar de desilusão da professora da faculdade quando percebeu que ninguém na minha turma tinha lido a obra. Para ela, era uma tristeza termos chegado à universidade sem nunca termos lido a criação de Flaubert. Eu concordava com ela, mas nem por isso acabei o livro.

. Cândido ou o Optimismo, de Voltaire

Citar Voltaire é mega intelectual e fixolas. É com embaraço que admito que nunca tirei o pó ao exemplar de Cândido que anda cá perdido em casa. Li umas páginas por alto quando o descobri em miúda, mas isso não conta (ou conta? Era bom que contasse).

. A Peste, de Camus

Descobri-o por acaso na biblioteca municipal. Ele pareceu-me porreiro. Passámos um bom bocado juntos, mas a relação arrefeceu lentamente. Disse-lhe adeus e foi esse o nosso fim. Talvez um dia voltemos a encontrar-nos...

. Qualquer uma das canções do Bob Dylan

Ah pois é, agora a música do homem conta como literatura. Isso faz com que aqueles de nós que preferem rock ao folk pareçam uns ignorantes de primeira. #Cultura