O último dia do festival Meo Marés Vivas 2017 calhou desta vez num domingo bastante solarengo e propício a sons bem animados. Mesmo ainda com pouco público junto ao Palco Santa Casa, os Caelum conseguiram muito facilmente chamar até si bastantes pessoas para os ouvir. Com o seu Pop/Rock competente, com refrões bem "catchy" e uma ótima prestação em palco, deixaram boas impressões. Ouviram-se temas como "O Jogo","Letter to God" e ainda um cover de Marisa, "Melhor de mim".

Já com muito mais público em frente ao palco, foi a vez dos Átoa entrarem em cena e partilharem um pouco das suas músicas, fortemente direcionadas aos adolescentes.

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Temas como "Miúda do terceiro andar" e "Segue o teu caminho" denotam uma sonoridade influenciada por toda a geração da série "Morangos com Açúcar".

Foi de uma forma bem tímida e bastante morna que Joe Sumner e a sua guitarra abriram o Palco Meo. Apesar de ser dotado de uma excelente voz e muitas semelhanças com o seu pai Sting, a sua atuação serviu de pano de fundo para todos aqueles que iam jantando e chegando para junto do palco.

Ao som de "Fado Dançado", Miguel Araújo iniciou mais uma atuação no Palco Meo do Marés Vivas, onde é sempre bem recebido. Foi à velocidade de cruzeiro que foi aos poucos conseguindo animar a plateia que parecia ainda adormecida pela preguiça de domingo. Só com temas como o arrepiante "Anda comigo ver os aviões" e a presença dos membros dos Kappa (seus familiares) a interpretar "Like a rolling Stone" é que se sentiu o público um pouco mais animado.

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Miguel Araújo estava feliz por poder concretizar um sonho, ao atuar antes de Sting, e foi dessa forma bem-disposta que terminou com o tema "Os maridos das outras".

Sting presenteia o público com praticamente todos os seus êxitos!

O recinto do Cabedelo estava completamente lotado para finalmente ver o artista mais esperado desta edição do Festival. Se no artista anterior notou-se um público adormecido, mal o concerto de Sting começou, o público acordou e manteve-se sempre até ao último segundo da atuação do britânico. Foi um autêntico desfilar de canções que satisfizeram os 30 mil presentes, pois o artista não esqueceu nenhum dos seus melhores temas, tanto a solo como com os The Police .

É praticamente impossível ficar indiferente quando são interpretados temas como "English man in New York", "Every Breath you take" e "Message in a bottle". O simpático Sting continua a surpreender pela sua cativante voz e a forma intensa como interpreta canções memoráveis como "Roxanne" e "Desert Rose", contagiando todos os que assistiam ao concerto.

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Houve tempo para agradecimento ao público português, dar um grande destaque aos músicos que o acompanhavam e ainda uma homenagem a David Bowie acompanhado pelo seu filho Joe Sumner. Sting acabou da melhor forma possível com o belíssimo "Fragile", com o público a ficar completamente rendido a este senhor que ofereceu um concerto que vai ficar para a memória.

Seu Jorge fecha esta 15.ª edição do Meo Marés Vivas

Acompanhado de uma chuva miudinha, Seu Jorge deu o mote para a última atuação da edição deste ano do Marés Vivas, ao som da "Burguesinha". Apesar de uma entrada mais alegre e viva, o ambiente manteve-se adormecido recuperando só mais para a frente. Seu Jorge e sua banda não baixaram os braços e voltaram a acordar os que ainda resistiam e se juntavam à banda dançando ao som do Funk, Bossa Nova e Samba. Ouviram-se "Chega de Saudade", "É isso aí", "Life on Mars" (David Bowie ) e "Mas que nada". Deixando para o final o tema "Amiga da minha Mulher", que foi o auge de toda a sua atuação e que fechou de uma forma feliz uma grande noite junto ao rio Douro.

Em 2018, o Marés Vivas estará de volta no fim-de-semana de 20 de julho e com o apoio da MEO e da Santa Casa, mas ainda sem local confirmado. #Música #Festivais #Concertos