A segunda edição do Vagos Metal Fest teve lugar neste fim de semana. A cidade de Vagos, em Aveiro, estava preparada para receber milhares de metalheads na Quinta do Ega. Esta segunda edição oferecia 3 dias em vez dos 2 do ano anterior e, em vez de 7 bandas por dia, eram 9. As portas abriram pouco faltava para as 16:00h, hora em que a primeira banda se preparava para entrar em palco.

Vindos de Coimbra e ainda a promover o seu último trabalho, “CO2", os Tales for The Unspoken tiveram uma receção calorosa, demonstrando assim o carinho que o público tem por eles. Comemoravam 10 anos de carreira e nada melhor do que celebrar num palco como o do Vagos Metalfest.

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“Posessed” serviu de mote para uma atuação segura, em que não faltaram os bem já conhecidos “Say My Name”, "Soul for a Soul” e “I Claudius”. Marco Fresco (voz) esteve sempre muito ativo e a puxar pela já grande moldura humana que se encontrava no recinto. O público respondeu sempre de forma efusiva à banda. No final, a habitual e contagiante “N´Takuba Wena”, com a banda e público em perfeita união, que terminou assim uma atuação que mostra que o metal português continua a ter um forte apoio.

Um pouco deslocados do cartaz estavam os And then She Came que, dotados de um rock/metal alternativo, se apresentaram pela primeira vez no nosso país. Apesar disso, a simpática vocalista Ji-In Cho tentou ao máximo captar as atenções para junto do palco onde o público esteve quase sempre tímido.

Já bem mais enquadrados, os portugueses Revolution Within subiram ao palco para presentear o público com uma atuação poderosa e cheia de energia.

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São umas das bandas mais ativas em solo nacional e a prova disso são os seus #Concertos demolidores, em que temas como “Pure Hate” ou "Silence” provocaram o alvoroço no público e um forte headbang em “From Madness To Sanity”. O carismático vocalista Rui “Raça” não deixou desde o primeiro minuto que público arrefecesse, apelando ao apoio às bandas nacionais e ao bom que se faz por cá. Houve ainda tempo para uma wall of death e também para a presença de Marco Fresco dos Tales for The Unspoken no tema "Pull The Trigger".

Já com o público bem quente, os norte irlandeses e bem-dispostos Gama Bomb tomaram de assalto o palco do Vagos Metalfest com o seu crossover sempre irreverente. Espalharam o caos no recinto como as leis do crossover mandam, sempre de forma alegre e com muita atividade em cima do palco. “Slam anthem” e “OCP” foram algumas das malhas que fizeram levantar poeira junto do palco. Philly Byrne é um daqueles vocalistas a quem é impossível ficar indiferente. Transmite ao público boa disposição e energia, fazendo com que o público os receba sempre bem.

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Já com o recinto da Quinta do Ega muito mais composto, chegou a hora de receber os italianos Rhapsody e o seu power metal sinfónico. Fabio Lione e companhia estão numa forma invejável e tiveram um som quase perfeito durante toda a atuação, que deliciou os milhares de seguidores que se encontravam junto ao palco. “Wisdom of King” e “Land of Imortals” foram alguns dos clássicos de power metal que apresentaram numa atuação forte e que agradou até mesmo os que não eram fãs da banda.

Arch Enemy cumpriram a tarefa!

À hora marcada chegava ao palco uma das bandas mais aguardadas desta edição do VMF, os Arch Enemy. Ao som de "The World is yours" e, logo de seguida o frenético “Ravenous”, os Arch Enemy, liderados pela fantástica Alissa White, deram um concerto competente, mas que talvez tenha pecado um pouco pelo modo “piloto automático” de toda a sua atuação. Mesmo assim, todos os grandes temas da carreira foram interpretados na perfeição, como “Dead Eyes See no Future”, “Nemesis” e ainda “We Will Rise”.

Os Wintersun foram os seguintes e provaram que a sua sonoridade resultou em cheio nesta edição do VMF; mesmo um ou outro problema no som não afetou toda intensidade do som que os carateriza.

Foi ao som de “Awaken from the dark Sumbler”, do seu último trabalho, que iniciaram uma das boas atuações da noite, carregada de metal melódico com contornos do folk e black metal. Fecharam ao som de “Time”, com um público satisfeito e com a vontade de ter os Wintersun de volta ao nosso país, mas talvez num palco mais pequeno e intimista.

Therion sempre bons!

Os icónicos Therion não têm muito mais que provar a ninguém. Tanto pela sua já longa carreira, como pela qualidade dos álbuns que sempre lançaram ao longo dos anos. Por isso, sem muitas surpresas, o público do VMF foi brindado por um “Best of" dos temas mais marcantes da sua carreira. Bastou a entrada ao som de “Rise of Sodom and Gomorrah” para se perceber que ali começava uma viagem ao mundo dos Therion. Não faltaram os épicos e bem aclamados “Wine of Aluqah” e “Mega Therion” numa noite que, mesmo fria, aqueceu com a atuação dos suecos.

Para encerrar o primeiro dia festival estiveram os portugueses Grunt e o seu arrojado pornogrind com toques de death metal. Cumpriram a árdua tarefa de fechar já a uma hora avançada. O público, mesmo assim, ficou para apoiar uma banda nacional e a banda respondeu de forma exemplar, mesmo com alguns problemas de som. Isso não os impediu de findarem o primeiro dia de forma bruta e irreverente. #Música #Festivais