Chegou ao fim a segunda edição do Vagos Metal Fest. Nos dias 11, 12 e 13 de Agosto passaram pela Quinta do Ega cerca de 15 mil festivaleiros. Este terceiro dia começou de forma bem mais lenta do que os outros. A noite tinha sido longa e o público só entrou no recinto muito mais tarde.

Por isso, aquando do início dos espanhóis Reaktion, e apesar de entrarem com um som forte, o recinto estava ainda bastante despido. O que foi uma pena, pois o coletivo de thrash metal vindo de Barcelona deu tudo em palco e merecia mais gente.

Já com muito mais gente, os veteranos Attick Demons subiram ao palco, oferecendo aos presentes o seu heavy/ power metal que já conta com duas décadas de carreira.

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Fortemente influenciados pelo NWOBHM (new wave of British heavy metal), tiveram uma competente atuação e execução instrumental, focando-se principalmente no seu último trabalho, “Let´s Raise Hell”.

Os também portugueses stone rockers Miss Lava trouxeram à Quinta do Ega a banda sonora ideal para condizer com o calor abrasador que se fazia sentir nesta tarde. Com um ep novo (“Dominant Rush") na bagagem, transportaram-nos até um deserto algures na Califórnia ao som de “Black Unicorn”. Deixaram ótimas impressões no público que ainda estava a meio gás.

Chelsea Grin acordou o público

Excelente a estreia dos norte-americanos Chelsea Grin em solo português, conseguindo finalmente acordar o público do festival através do seu Deathcore e breakdowns poderosos. A banda está numa excelente forma e teve uma receção entusiasmante do público em temas como “ClickBait”, “Recreant” e “Scratching and screaming”.

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Destaque para o baterista Pablo Viveros, que esteve brilhante e que dá uma força rítmica impressionante à banda. Encerram ao som de “Broken Bonds” de “Self inflicted”, o seu último trabalho de estúdio.

Se em Chelsea Grin o público tinha sido despertado, o que dizer com o concerto dos thrashers Havok? Um comboio em alta velocidade foi o que passou pelo recinto do Vagos, devastou todos os presentes, deixando um rasto de poeira no ar. Incrível como debitam o seu thrash metal técnico de forma tão consistente que é impossível não resistir a temas como “Prepare for the attack” sem fazer headbang.

O público estava em êxtase com tamanha “porrada” sonora que tinha acabado de levar e, os que desconheciam a banda ou desconfiavam da sua qualidade, ficaram aqui bem esclarecidos de todo o seu valor.

Loucura no público

Pensava-se que depois de um frenético concerto como o dos Havok seria difícil conseguir algo mais intenso. Mas com a primeira visita dos Whitechapel as expectativas eram altas e, com um público bem quente, era meio caminho andado para resultar na perfeição.

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Os tão esperados Whitechapel tocaram menos tempo, mas partiram tudo! Bastaram os primeiros acordes do tema “The Saw is the Law” e a loucura entre o público foi imediata, contagiando todos os que estavam a presenciar a massa sonora vinda do palco.

Com “I Dementia” o crowdsurfing fez-se a um ritmo alucinante, enquanto que em “Our endless war” parecia uma autêntica batalha campal junto do palco.

Embora estivessem limitados neste concerto devido à saída do seu baterista uns dias antes e tivessem que encurtar a sua atuação, deram tudo em palco e com uma entrega fantástica. Tiveram como substituto de última hora Chason Westmoreland (Ex-The Faceless e Ex-Hate Eternal), que executou na perfeição todo o reportório.

Um concerto curto, mas mesmo assim não ficaram por tocar temas como “Let Me Burn” e “This Exile”, com o público a ficar em delírio e com a esperança de que voltem novamente a Portugal.

Numa sonoridade totalmente oposta ao deathcore dos Whitechapel, os veteranos Hammerfall tomaram de assalto o palco do Vagos Metal Fest para demonstrar ao público português que ainda são uma das bandas mais importantes do Power/ Heavy Europeu.

Já passaram quase 20 anos desde “Glory to the Brave” e os Hammerfall continuam iguais a si mesmos em termos de sonoridade. O público mostrou-se muito recetivo e apoiou a banda ao longo de toda uma atuação recheada de grandes clássicos e a que não faltou nem mesmo um medley do álbum “Glory to the Brave”. Foi uma atuação memorável, autêntico hino ao heavy metal, com temas como “Hammer High”. Finalizou com “Hearts on Fire”

Os canadianos Gorguts, lendários do death metal técnico, foram a penúltima banda atuar no festival, tendo assim uma tarefa difícil após o concerto festivo que os antecedeu. Nem mesmo o cansaço entre o público conseguiu que os canadianos perdessem o ânimo para debitar uma atuação curta, mas fulminante.

A qualidade dos músicos e definição do som tornaram possível apreciar na perfeição ao vivo temas como “From Wisdom to Hate”, “Obscura “e “Ocean of Wisdom”.

O encerramento do festival ficou a cargo dos Cough, que através dos seus riffs de Doom e Sludge, juntamente com projeções de filmes e de imagens, gastaram a últimas energias do público que ainda resistia. O recinto foi-se esvaziando ao som e ao ritmo lento dos Cough com o nevoeiro a cercar o espaço, como que em modo de despedida.

A edição para 2018 já está prometida e o organização promete dar ainda mais e melhor ao público! Vão manter os três dias de #Música e já avançaram as datas. A terceira edição do Vagos Metal Fest será a 10, 11 e 12 de Agosto de 2018. #Festivais #Concertos