Como muitos adeptos esperavam, a Alemanha conseguiu superar a Argentina e chegar ao quarto campeonato. Contudo, foi preciso esperar até ao prolongamento para que Götze encontrasse uma forma de bater Romero e abrir o marcador que viria a terminar dessa forma.

Apesar de a Alemanha ter tido mais domínio de posse de bola e dos sul-americanos terem apostado mais no erro do adversário, a verdade é que na primeira parte foram eles a criar mais oportunidades de perigo, e na segunda parte o jogo foi muito equilibrado. Faltou um pouco de sangue frio a Higuaín, em alguns momentos para chegar ao golo que poderia ter complicado a tarefa dos germânicos.

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Do lado da Alemanha, é a consagração de uma equipa que muitos apontavam como a maior candidata, e que conta com imensos jogadores de grande nível, como Neuer, Hummels, Lamm, Schweinsteiger e Müller. O seu seleccionador Joachim Low merece, também ele, este título no seu palmarés.

Do lado da Argentina, e mesmo que Messi tenha sido distinguido com o prémio de Melhor Jogador do Mundial, e mesmo com os 4 golos marcados e o papel preponderante no ataque dos azuis-celestes, fica a sensação que o melhor Messi não esteve presente. Tal como Ronaldo e Neymar não se mostraram o suficiente, daquela forma que se viu de Maradona em 1986, também de um jogador que ganhou 4 Bolas de Ouro se esperaria um rasgo de divindade que ajudasse os argentinos a furar a muralha alemã. Tendo em conta a forma como os argentinos se bateram de igual para igual na segunda parte, isso até poderia ter sido bem possível.

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Para o Brasil, sobrou a satisfação de a histórica humilhação sofrida nas meias-finais (há 94 anos que a seleção brasileira não perdia por 6 ou mais golos) ter sido contra o Campeão e, além disso, de ter evitado a humilhação adicional de uma festa dos rivais argentinos nas ruas do Rio de Janeiro.

A Alemanha iguala a Itália, também com 4 títulos, ambas com ambição para ultrapassar o Brasil, que é, desde o quarto título de 1994, o país que vem liderando a tabela de vitórias, com o penta de 2002 a fazer a diferença. Atrás, Uruguai e Argentina têm dois títulos enquanto Inglaterra, França e Espanha têm 1 título.

A chanceler Merkel e a presidente Dilma Rousseff viram o jogo juntas, e faltou a presença de Cristina Kirchner para juntar três chefes de estado femininas.