Estamos no mês do Mundial de futebol, naquele que deveria ser um mês em que o desporto rei faz parar o mundo, as preocupações, as desgraças e tudo o mais que venha nessa linha.

Porém, nada disso se verifica. Como é hábito dizer-se, “já não é nada como antigamente”, e nem o Mundial de futebol consegue captar as atenções da generalidade do universo, ou pelo menos, pelos melhores motivos.

Na realidade, este Mundial de 2014 vai ficar reconhecido como um dos mais desinteressantes, ambíguos, e descaracterizados de todos os tempos. A começar pela sua realização num país onde os próprios anfitriões não o queriam, ou não desejavam, como ficou patente nas diversas e múltiplas manifestações levadas a cabo antes e durante o torneio.

Desportivamente falando houve equipas favoritas a manifestarem uma performance completamente desajustada ao que seria esperado, a ficarem pelo caminho logo na primeira fase. Não que isso até não pudesse contribuir para o brilhantismo do campeonato e para a sua emoção, no entanto os contornos com que essas exibições se manifestaram é que ensombram e empobrecem um Mundial de futebol.

Fala-se muito de corrupção, de resultados feitos e outras situações semelhantes. Nada disto me surpreende e muitos acontecimentos nas competições em cada um dos continentes que compõem o globo nos deixam cada vez mais desapontados e afastados da adrenalina que este desporto costumava causar. Na minha modesta opinião, enquanto Platinis e Blatters continuarem a mandar no futebol, vamos continuar a ter surpresas desagradáveis, a assistir a jogos pobres de competição e, pior ainda, a jogadores completamente desmotivados.

À data que escrevo este artigo não sei ainda quem ganhará a competição, nem tão pouco me interessará, embora tenhamos todos que ter uma equipa mais favorita que outra. Contudo, tivemos na nossa selecção a mais fiel cópia de tudo aquilo que tenho vindo a escrever ao longo deste artigo. Desmotivação, falta de profissionalismo, protagonismo exacerbado, demasiados holofotes e pouco brilho, liderança muito fraquinha, enfim, tudo o que não contribui para uma equipa ganhadora.

Por muito que queiramos disfarçar ou tentar encobrir, até os mais distraídos já se aperceberam que fomos para um mundial com uma equipa escolhida a dedo por um empresário que manda no futebol em Portugal e não pela pessoa que legitimamente pode e deve escolher os 23 jogadores, o seleccionador nacional.

Somos pequenos mas fomos para o mundial “à grande”, a passear para os “states” quando na verdade o que se impunha era uma adaptação ao adverso clima brasileiro. Mas, enfim, os números falam sempre mais alto e resultados logo se vê… Curiosamente a Alemanha foi das primeiras selecções a ir para o Brasil, senão a primeira mesmo. Mas será apenas pura coincidência…

Desportivamente falando de novo, e porque isto é que cada vez mais nos anima o espírito, parabéns ao Estrela de Almeida e sua direcção, na pessoa do seu Presidente, que já há algum tempo deixou de ser apenas mais um clube de futebol, presenteando-nos com belíssimas prestações nas provas de atletismo e agora com uma secção de Taekwondo que teve o baptismo dos primeiros praticantes no passado dia 9 de Julho e permitiu a diversos espectadores apreciar um belo espectáculo demonstrativo do que é e representa esta modalidade.