Lewis Hamilton bateu pela 4ª vez consecutiva o seu rival e colega de equipa Nico Rosberg, ao vencer o primeiro GP da Rússia, em mais de 60 anos de campeonato do mundo de Fórmula 1. No terceiro lugar ficou Valteri Bottas, a confirmar o grande momento e a óptima temporada ao volante do Williams-Mercedes, em mais um pódio totalmente preenchido com os motores da marca de Stuttgart. Nota ainda para a própria Mercedes, que confirmou o já aguardado título por equipas. A corrida ficou decidida logo na primeira volta, quando Rosberg, na tentativa de roubar a liderança a Hamilton, bloqueou as rodas na travagem para a primeira curva, o que o obrigou a uma troca para mudança de pneus e a uma posterior recuperação até ao segundo lugar.

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Quando o conseguiu, já a caminho do final da prova, ainda ensaiou um pequeno ataque a cerca de 20 segundos de distância, mas Hamilton respondeu de forma imediata, de forma a prosseguir com uma prova que dominou de forma relativamente tranquila. Esta foi a 31ª vitória do inglês, que assim igualou Mansell enquanto piloto britânico com mais vitórias na F1. O próximo a alcançar, com 32, é... Fernando Alonso.

Quanto à Mercedes, o título por equipas é um acto de justiça depois de a equipa ter dominado os campeonatos de 1954 e 1955, numa altura em que ainda não existia campeonato de construtores. E apesar de a parceria com a McLaren ter rendido um título em 1998, este é o verdadeiro regresso das "flechas de prata".

Dizia-se, em tempos antigos, que vencer 4 corridas consecutivas era praticamente o passaporte para o título, uma vez que os pilotos que o conseguiam acabavam por se tornar campeões, fosse pelos pontos acumulados, fosse pela demonstração de superioridade que acabaria por se revelar no final.

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O facto de actualmente existirem 19 GP por ano ajuda à estatística, mas o certo é que Hamilton já o conseguiu 2 vezes este ano: entre a 2ª e a 4ª provas e agora. Além disso, leva 9 vitórias contra as 4 de Rosberg, e também 17 pontos de vantagem - quando há 7 pontos de distância entre o 1º e o 2º classificado em cada corrida. Se não fosse o facto de a última prova atribuir o dobro dos pontos, de acordo com a ideia "ecclestónica" aplicada este ano, e Rosberg estaria praticamente arredado - mas desta forma, tudo é ainda possível.

Para a histórica ficam os shake-hands que Vladimir Putin, o todo-poderoso presidente russo, trocou com o vencedor da corrida - uma vez que foi ele mesmo a entregar o troféu ao vencedor - e com Bernie Ecclestone, com quem de resto assistiu à corrida de camarote.