Portugal venceu a Dinamarca em Copenhaga por 1-0, com o golo já bem dentro do período de desconto de tempo da segunda parte, com Ronaldo a resolver. O jogo marcou a estreia oficial de Fernando Santos à frente da selecção e logo com uma vitória, importantíssima depois da crise aberta com a derrota no jogo inicial. O "engenheiro do penta" havia referido estar satisfeito com a exibição em Paris, faltando refinar o novo sistema.

Na defesa surgiu novamente o "patrão" Ricardo Carvalho, substituindo Bruno Alves ao lado de Pepe, e à frente dos defesa o gigante William Carvalho exercia o mesmo papel que tem desempenhado no Sporting CP.

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Na frente, Ronaldo "servia" Nani e Danny. E na verdade, se Portugal entrou com bastante solidez defensiva, é verdade que não se tratou ainda de uma exibição de encher o olho ou de clara superioridade, ante uma equipa que, de qualquer forma, contava com o apoio do público. O intervalo chegou em boa hora, depois de os dinamarqueses terem dominado o último quarto de hora e atirado uma bola ao poste.

Ao longo da segunda parte, destaque-se o interessante duelo táctico entre Morten Olsen, o seleccionador da casa, e Fernando Santos. João Mário entrou para o lugar de Nani aos 67 minutos, e aos 77 minutos entrou Éder para refrescar o ataque do lado de Nani. Aos 84 minutos, entrou Ricardo Quaresma para substituir Tiago. E aos 95 minutos, a dupla de jovenzinhos avançados com que o Sporting CP contava em 2002 resolveu o jogo.

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Quaresma trabalhou bem na direita e cruzou directo para a entrada não da grande mas da pequena área, onde Ronaldo surpreendeu o defesa Kjaer e se antecipou a Kasper Schmeichel (flho do célebre Peter Schmeichel) para abrir o marcador. Logo depois caía o pano, para desespero do público da casa. No final do jogo, Ronaldo emitiu uma declaração sincera e espontânea, que poderá eventualmente ser interpretada como um "conselho" a Fernando Santos: "já tinha saudades de jogar com Quaresma", numa referência ao magnífico passe do colega do Sporting e ao tempo em que ambos jogavam juntos. Quaresma devolveu, por seu lado, referindo que "é fácil jogar com o melhor do mundo".

Portugal dá assim um passo de gigante para fazer desaparecer a desvantagem inicial, acumulada com a derrota caseira com a Albânia, e ganha também um novo alento de confiança após os dois testes decisivos. E embora o resultado com a França tenha sido uma derrota e a exibição com a Dinamarca não tenha deslumbrado, é inegável que a grande mexida no plantel e as alterações tácticas trouxeram uma imensa alteração psicológca, que relança o caminho da selecção para o #Euro2016.