Ricardo Carvalho pediu desculpa aos portugueses pela sua atitude no estágio de 2011 que levou ao seu afastamento da #Selecção. O jogador falava em Óbidos, durante uma conferência à imprensa, levada a cabo para dar a conhecer as novidades da concentração da Selecção de futebol com vista aos dois jogos que se aproximam, com a França e a Dinamarca. Carvalho reconhece que agiu mal, que se arrependeu, e que aceitou o castigo que lhe foi imposto, tendo reconhecido que agiu "de cabeça quente". Recorde-se que Carvalho se incompatibilizou com Paulo Bento por não aceitar a possibilidade de não ser defesa central titular na Selecção, uma vez que o era sempre nos clubes onde jogava - em dado momento, ele chegou mesmo a ser considerado um dos melhores, senão mesmo o melhor, defesa central do mundo.

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Ricardo Carvalho mostrou-se ainda totalmente tranquilo relativamente ao seu antigo seleccionador, dirigindo-lhe uma palavra explícita. Carvalho apontou que, se estivese no lugar de Bento, também não convocaria alguém que tivesse mostrado semelhante atitude. Mais ainda, Ricardo Carvalho falou claramente que está disponível para ser suplente, "jogue 0 ou 180 minutos", o que quer é estar presente e ser útil à Selecção e ao país. É, assim, um Carvalho totalmente humilde e pacificado que se sente como se fosse a primeira vez, que assume que ele foi o mais prejudicado e que pagou por isso.

O Blasting News falou com Armando Castro, adepto da selecção há décadas e que acompanhou o Mundial do Brasil com interesse e pela televisão. Em reacção aos comentários de Ricardo Carvalho, Castro apontou que "se ele pede desculpa, tudo bem, o bom filho à casa torna", e que "por muito que eu não fosse com a cara do Paulo Bento, o que é certo é que cada um tem o seu lugar." Acrescenta ainda que "não sei se foi ele o mais prejudicado. Estou a lembrar-me do jogo com Alemanha no Mundial e acho que prejudicados, se calhar, fomos todos. Ele e o Bruno Alves eram aquela muralha de ferro no Porto, um a tirar bolas e outro a tirar canelas, e era assim que devia ter sido sempre."