Lewis Hamilton venceu o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1, conquistando a quinta vitória consecutiva, a 10ª da temporada e a 32ª da carreira. Nigel Mansell foi vivamente relembrado. Por um lado, Hamilton igualou registo de 5 vitórias seguidas de "Old Nige" em 1992, o ano do seu título, e por ser o primeiro britânico a fazê-lo desde então; mas também por ter agora ultrapassado as 31 vitórias de Mansell e ser o piloto britânico com mais vitórias na F1. Mais importante que isso, e que a distância de 24 pontos que tem agora para Rosberg, foi a forma como o fez em pista, recuperando da desvantagem de Sábado.

O alemão fez a pole position e parecia o mais confiante dos dois pilotos da Mercedes para a corrida, e largou muito bem na frente.

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Mas após a primeira troca de pneus, Hamilton carregou e conseguiu ultrapassar o seu colega de equipa numa manobra firme e determinada. No final da prova, Rosberg reconheceu que demorou mais a adaptar-se ao segundo jogo de pneus, e que 10 voltas depois estava completamente a 100% e em condições de voltar a atacar o seu colega de equipa, mas já era demasiado tarde para reverter a situação. Em terceiro lugar, Daniel Ricciardo voltou a confirmar a sua boa temporada recuperando do 7º lugar do início da prova até ao pódio, superando os Williams-Mercedes de Bottas e Massa.

A prova ficou marcada pela largada desde as boxes de Sebastian Vettel, que desistiu de participar na qualificação por ter uma penalização por troca de motor, de acordo com as regras actuais. Vettel conseguiu uma boa recuperação até ao 7º lugar final.

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Destaque também para a ausência já anunciada da Marussia e da Caterham, baixando para 18 o número de carros à partida para o Grande Prémio.

Começa a parecer injusta a regra dos pontos a dobrar na última prova. Se não fosse por essa regra totalmente inédita em mais de 60 anos de campeonato de F1, e que a generalidade dos adeptos considerou uma distorção artifical da verdade desportiva, Hamilton estaria agora em posição de se sagrar campeão com alguma facilidade já na próxima prova. Tendo em conta que leva 10 vitórias na temporada, contra apenas 3 de Rosberg, é um diferencial que deveria ser suficiente para o britânico poder estar seguro contra eventuais azares na última prova do campeonato.