Esta associação surge em 2009, depois de uma parceria com a Terra Incógnita. Todas as viagens da BMW Sailing Academy partem de Alcântara e é lá que a academia abre as suas portas. Se a marca é "premium", a escola não pretende sê-lo. Segundo Bernardo Queiroz, diretor-geral da escola de vela, há muita gente que pensa que a escola se trata de um clube exclusivo da BMW e isso é coisa que a academia pretende evitar. Acrescenta que qualquer interessado pode inscrever-se na academia, independentemente de ser cliente da marca ou de ter alguma formação na área.

No somatório podem-se contar oito aulas de quatro horas cada a terem lugar entre a zona do Parque das Nações e Cascais. Os cursos andam à volta dos 250 euros, no entanto com descontos para clientes da marca. O objetivo é fazer com que a vela chegue a mais pessoas, e essa procura tem-se sentido apesar do desporto não estar nas prioridades nacionais. Ao compararmos as inscrições com as do ano de 2009, podemos observar um crescimento de 35%, muito graças às aulas para os mais novos, pois muitas vezes, segundo Bernardo, os pais vêm andar de barco enquanto que os filhos ficam na academia júnior.

A equipa há mais tempo a velejar é constituída apenas por mulheres e já veleja há cerca de cinco anos, embora o perfil geral dos velejadores seja bastante diferente, isto é, homens entre os 30 e 40 anos. Mas nem só de aulas a famílias vive esta academia de vela. Segundo João Trincheiras, diretor de comunicação da BMW Portugal, também existem cada vez mais empresas a procurar a escola para frequentar exercícios de "team building", para que todos possam estar coordenados e ajudar a rumar para o local certo, caso contrário a empresa até pode ter o melhor "velejador" do mundo, mas se os restantes membros não estiverem coordenados e orientados para o mesmo objetivo, de nada servirá. Como bons exemplos de companhias que já aderiram a esta iniciativa podemos apontar a Microsoft e a HP. Por cada barco, há sete pessoas a trabalharem em sintonia. Todas as funções têm de ser bem definidas. A frota é composta por um total de 1 milhão e 400 mil euros a dividir por 14 embarcações. A ajudar está uma equipa de 30 monitores, alguns medalhados na área, em sistema de rotação.

Mais que uma marca automóvel, a BMW participa também no golfe e na vela. No entanto em Portugal optaram por apenas se concentrarem na vela, porque o "golfe não era suficientemente diferenciador" de acordo com João Trincheiras. A região de Lisboa ajudou a potencializar essa vontade, porque mesmo com condições atmosféricas mais adversas, é possível às embarcações saírem para o Tejo em 95% dos casos, e soma-se depois o facto de Cascais estar ao pé e ser considerado dos melhores locais para velejar. A academia procura assim oferecer experiências diferentes aos seus clientes e angariar novos.

Já no contexto natural da BMW, as vendas de carros em Portugal situam-se nas 8.932 segundo dados da ACAP até Outubro, fazendo prever que até ao final do ano irão atingir a meta pré-estabelecida de 9000 veículos. Esta evolução representa um crescimento homólogo de 35% em território nacional.