Académica e FC Porto defrontam-se, esta noite, no Estádio Cidade de Coimbra. No entanto, a julgar pelo preço dos bilhetes, mais parece que o Dragão será o palco do encontro. No momento em que escrevo este texto, ainda não sei quantas pessoas estarão logo à noite no Estádio Cidade de Coimbra, muito menos qual será o resultado. No entanto, o presidente dos "estudantes" já se mostrou preocupado com ambos os aspectos do jogo. E bem tem razões para tal.

Como o próprio José Eduardo Simões referiu, a receita de bilheteira com o Benfica - geralmente um balão de oxigénio para os academistas, assim como para muitos outros emblemas da Liga - foi das mais fracas de sempre: menos de meia casa.

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E as previsões para o encontro que se segue, outro dos que normalmente enche os cofres do Calhabé, também não são nada animadoras. O frio e as más prestações da equipa da casa poderão ajudar a explicar este fenómeno. Mas há um outro factor determinante e no qual a direcção da Briosa tem inteira responsabilidade: o preço dos ingressos. Há muito que os adeptos de Coimbra (os poucos, raramente mais de três mil, que vão ao estádio) se habituaram a pagar muito para ir ao estádio apoiar os seus rapazes, mas o que se passou ao longo desta semana parece difícil de explicar e deixou muitos academistas à beira de um ataque de nervos.

Um sócio da Académica, sem bilhete de época, que queira assistir ao desafio desta 12.ª jornada terá de desembolsar, no mínimo, 15 euros. Em contrapartida, os associados dos azuis-e-brancos têm ao seu dispor, no Dragão, entradas para o jogo por "apenas" 10 euros.

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"É uma pouca vergonha", escreveu, no seu mural no Facebook, Fernando Pompeu, destacado academista. Muito provavelmente, esta diferença de valores dever-se-á a algum tipo de apoio que a direcção portista terá decidido dar aos seus sócios que estejam dispostos a acompanhar a equipa nesta deslocação. Mas não poderiam os dirigentes de Coimbra fazer algo semelhante para apoiar os seus?

O resultado parece óbvio. Tal como José Eduardo Simões preconizou, o Cidade de Coimbra deverá estar meio-vazio e o conjunto visitante voltará a jogar em casa, uma vez que os seus adeptos estarão em maioria nas bancadas, tal qual aconteceu na semana passada com os "encarnados". A falta de apoio e a pressão do público local reflecte-se nos resultados desportivos. Uma deslocação à cidade dos estudantes tornou-se relativamente fácil para muitas equipas. Basta ver que, esta temporada, a Briosa ainda não ganhou um único jogo no seu terreno. Certamente que Paulo Sérgio, com a equipa em tão maus lençóis na tabela classificativa, agradeceria essa força extra vinda de fora para dentro do terreno de jogo. Mas terá de perguntar ao seu presidente porque é que isso acontece. #Futebol