Joseph Blatter garantiu nesta sexta-feira numa conferência de imprensa em Marrocos que está a ponderar candidatar-se a um quinto mandato para a presidência da FIFA. Quando abordado sobre o seu futuro no organismo máximo do #Futebol mundial após os escândalos relacionados com a atribuição dos Mundiais à Rússia, em 2018, e ao Qatar, em 2022, Blatter, de 78 anos, colocou o seu destino nas mãos de Deus e do Papa Francisco. Em primeiro lugar, o presidente da FIFA confessou a sua devoção a Deus. "Por vezes, Ele [Deus] diz-me para ir direto ao Vaticano falar com o fã de futebol Papa Francisco - a equipa dele, o San Lorenzo, jogará amanhã a final [do Mundial de Clubes, contra o Real Madrid] aqui.

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Se eles me derem saúde e sorte, eu vou recuperar [a credibilidade] da FIFA", afirmou Blatter.

Antes de confessar quais são as suas intenções no comando da FIFA, Blatter disse que "a crise acabou", referindo-se às conclusões de um relatório "elaborado por especialistas independentes e externos" que apontou não existir "base legal para revogar" a atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e Qatar, respetivamente. Deste modo, é assim garantida a continuidade dos Mundiais nestes dois países. No caso do país asiático, o presidente da FIFA afirmou que "seria necessário um tremor de terra" e dados extremamente importantes para voltar atrás na atribuição do Mundial ao Qatar. Quanto a futuras atribuições da competição máxima de futebol, Blatter anunciou que para a eleição do país que acolherá o Mundial de 2026 serão tidas em consideração as recomendações desse relatório e do Comité de Ética da FIFA para que "todos possam estar confiantes que será um processo justo, ético e aberto".

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Ainda na conferência de imprensa em Marrocos, Blatter explicou o afastamento de Pedro Proença do jogo da final do Mundial de Clubes que oporá o San Lorenzo, clube do Papa Francisco, ao Real Madrid, onde jogam os portugueses Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe. O chefe máximo da FIFA apontou a escolha de Walter López, da Guatemala, como a mais "lógica", devido a questões linguísticas. Apesar disso, considerou Proença "um grande árbitro", colocando logo de parte qualquer intervenção nesta escolha.