Em dia de Clássico em Portugal, foi um português que brilhou no duelo, também este entre azuis e encarnados, na Ligue 1 de #Futebol em França. A viver uma época de antagonismos e a comemorar 90 anos, entre o sucesso europeu e o fraco rendimento doméstico, o AS Mónaco tinha este domingo a possibilidade de apimentar a luta pelo título francês e ao mesmo tempo não perder o comboio dos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Frente a um Olympique de Marselha que chegava ao Principado com a possibilidade de alargar para quatro os pontos a vantagem para o vice-líder Paris Saint-Germain, Leonardo Jardim montou (uma vez mais) um onze muito rigoroso defensivamente.

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E apesar de terem alinhado com Toulalan adaptado a defesa central, os pupilos de Marcelo Bielsa foram incapazes de furar a muralha monegasca.

Com João Moutinho e Bernardo Silva de início e Ricardo Carvalho de fora lesionado, foi do Marselha a iniciativa no princípio do jogo, com Gignac a ficar perto do golo logo aos nove minutos. Após o susto, os pupilos de Leonardo Jardim reagruparam-se e foram aos poucos tomando as rédeas do jogo, com Ferreira Carrasco a obrigar Mandanda a defesa apertada aos 39 minutos.

Na segunda parte e com a discussão do resultado em aberto, veio à tona o pragmatismo e o realismo que começam a ser imagem de marca deste Mónaco de Leonardo Jardim. Aos 67 minutos Bernardo Silva marcou o primeiro golo com as cores do clube do Principado e fez explodir o Louis II.

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Em vantagem no marcador, o Marselha ainda tentou correr atrás do prejuízo de forma a evitar a quarta derrota da temporada, mas o 1-0 manteve-se mesmo até ao fim. Confirma-se assim também a recuperação do Mónaco que somou desta forma a terceira vitória consecutiva na Ligue1, estando agora no sexto posto da classificação com 29 pontos, a 9 do ainda líder Olympique de Marselha, que beneficiou da derrota do Paris Saint-Germain em Guingamp por 1-0.

Sem espaço no plantel de Jorge Jesus, o jovem internacional sub21 português está a subir a pulso no AS Mónaco de Jardim e em dia de clássico em Portugal, no qual o "seu" Benfica venceu no Dragão, em França o "Príncipe" foi ele mesmo, Bernardo Silva.