A Liga Portuguesa de #Futebol Profissional vai levar a cabo na próxima segunda-feira um dos já habituais controlos financeiros aos emblemas que competem nos dois principais escalões do Desporto-Rei em Portugal. Num check-point da responsabilidade do órgão, agora presidido por Luís Duque, os clubes vão ter de comprovar que têm os salários em dia com jogadores e treinadores, no período entre 31 de Maio e 10 de Novembro deste ano. Para provarem que estão a cumprir com as suas obrigações salariais, os clubes terão de apresentar os recibos dos pagamentos assinados pelos respetivos jogadores e treinadores, bem como os comprovativos dos depósitos e transferências bancárias.

Publicidade
Publicidade

Num controlo que tem como objetivo manter a sanidade financeira no futebol profissional, há no entanto algumas "manobras de diversão" por parte dos clubes incumpridores, para que, mesmo com salários em atrasos, consigam apresentar as contas em dia nestes controlos.

Para evitar tais situações, o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) tem vindo a alertar e sensibilizar os atletas para não serem coniventes com esta realidade. Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, e uma das personalidades mais críticas neste tema, já alertou para as consequências que os jogadores correm caso aceitem assinar documentos que não sejam verdadeiros. Para os profissionais que o façam, além de não poderem reclamar esses salários em atraso, também não poderão, em último caso, requerer o fundo de garantia salarial do Sindicato.

Publicidade

Já no que toca às consequências para os clubes podem passar pelo impedimento de registar novos contratos ou de renovar os já existentes. Em certos casos, a sanção é a subtração de pontos, que pode ser entre dois e cinco pontos.

Com casos conhecidos publicamente de salários em atraso - Freamunde e Olhanense - torna-se cada vez mais urgente pôr cobro a estas irregularidades. Em Olhão, surgiram mesmo notícias que existem atletas que "pagam para jogar", segundo afirmou o treinador da equipa algarvia Jorge Paixão. Também no campeão do Campeonato Nacional de Seniores da temporada passada a realidade não é melhor, com o presidente do Freamunde, Miguel Pacheco, a admitir que os atrasos são já de três meses e que a crise no emblema nortenho só será ultrapassada com parcerias.

Ciente desta dura realidade, Joaquim Evangelista afirmou recentemente estar preocupado com o que considera ser a "banalização do pagamento do salário", lembrando que o risco de voltar a acontecer outro "caso Estrela da Amadora" é grande. Esperam-se então novidades já para esta segunda-feira, dia de controlo financeiro, onde muitos vão ser os clubes a correr contra o tempo para mostrar as contas em dia, mas uma coisa já não pode ser mascarada, a imagem de descrédito que está cravada no futebol português. #Negócios