Jorge Jesus habituou os benfiquistas a seguir em frente nas provas europeias. As duas finais da Liga Europa que ocorreram nos anos transatos elevaram as expectativas, e o sonho de uma terceira final consecutiva estava no horizonte dos benfiquistas. Na verdade, foi um "adeus à Europa com o Clássico no pensamento" e, efetivamente, ontem na Luz viram-se caras diferentes no #Benfica, mas uma dinâmica muito interessante para jogadores de segunda linha, com Pizzi a mostrar-se como elemento desequilibrador e preponderante no meio-campo ofensivo. Lima, mais uma vez, mostrou-se displicente no momento da finalização, desperdiçando duas ocasiões soberanas de golo.

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Com bons apontamentos de Pizzi e Nélson Oliveira, ainda houve a crença que o nulo iria ser desfeito e a vitória iria sorrir à equipa do Benfica na derradeira partida das competições europeias, mas não. O nulo teimou em manter-se e o Glorioso despediu-se da Europa sem glória...

Quando o Mónaco é primeiro 

Para a história fica a eliminação precoce das competições europeias e um amargo de boca ao perceber-se que quatro dos cinco pontos que o Benfica conquistou nesta edição da Liga dos Campeões foram alcançados frente o vencedor do grupo: o Mónaco. Com um empate no principado e uma vitória na Luz, o Benfica demonstrou clara superioridade sobre a equipa monegasca, contudo tal superioridade não foi efetivada nos jogos com Zenit e Leverkusen. Como tradicionalmente se costuma dizer: "para o ano há mais"...

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Basileia, um apuramento histórico...

Antes de terminar esta crónica gostaria ainda de lembrar o apuramento do Basileia, treinado pelo português Paulo Sousa, que ao conquistar um empate em Anfield Road, diante do Liverpool, conseguiu o apuramento num grupo em que não era claramente favorito.

Ronaldo sempre a faturar...

No rescaldo da noite europeia de ontem convém ainda destacar o 72º golo de Ronaldo, ultrapassando Raul Gonzalez na lista de melhores marcadores da Liga dos Campeões, e ficando a apenas dois golos de Messi (que entrará em campo esta noite para aumentar essa vantagem). Os merengues já não estão habituados a um jogo em que Cristiano Ronaldo não marque e, como diz Ancelotti, "com Ronaldo começamos sempre a ganhar por 1-0". #Futebol