Rafael Nadal está de regresso aos treinos, depois da intervenção cirúrgica ao apêndice a que foi sujeito no início do mês de Dezembro. O tenista espanhol, que fechou as contas de 2014 na terceira posição do ranking ATP, falhou as ATP World Tour Finals, que decorreram na Arena O2, em Londres, devido a uma apendicite aguda, que o levou mesmo até à sala de operações e também devido a diversos problemas nas costas. Em entrevista à rádio Cadena Ser, Rafael Nadal, vencedor de 14 torneios do Grand Slam, afirmou estar "confiante em recuperar o nível que tinha antes dos problemas". O antigo número 1 do mundo reconheceu que "recomeçar após meses de paragem é complicado" e que a recuperação tem sido difícil, mas o objetivo passa por "preparar-me, jogar bem e aproveitar as oportunidades para competir".

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Rafael Nadal deverá começar a temporada num torneio de exibição em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O espanhol vai jogar diretamente as meias-finais contra o vencedor do duelo entre o britânico Andy Murray e o francês Gael Monfills. Depois segue para o ATP 250 de Doha, para ganhar ritmo para o Open da Austrália, o primeiro torneio do Grand Slam, que irá decorrer entre os dias 19 de Janeiro e 1 de Fevereiro, no Melbourne Park, em Melbourne, Austrália. Recorde-se que, em 2014, Nadal perdeu na final frente ao suíço Stanislas Wawrinka em quatro sets, com os parciais de 6-3, 6-2, 3-6 e 6-3.

Entretanto, Toni Nadal, tio e treinador do número 3 do mundo, voltou a ser polémico nas suas declarações. O técnico de 53 anos afirmou aos microfones da rádio Cadena COPE que o suíço Roger Federer é o melhor tenista da história, juntamente com o australiano Rod Laver, baseando-se para isso nas estatísticas do maior vencedor de torneios do Grand Slam de todos os tempos: 17 conquistas.

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Para Toni Nadal, "Roger Federer é o melhor de todos os tempos, os números dizem isso". O tio do 9 vezes vencedor de Roland Garros sublinhou que a supremacia do seu pupilo nos confrontos diretos com Federer (23 vitórias em 33 encontros, sendo que o último triunfo do helvético perante o maiorquino, em torneios do Grand Slam, foi em 2007, na final de Wimbledon) não passa de um pormenor. Toni Nadal disse ainda que o sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, é, neste momento, quem poderá ficar mais perto do helvético, atualmente com 33 anos.