Com 18 títulos em provas de singulares femininos do Grand Slam conquistados entre as décadas de 70 e 90, Martina Navratilova decidiu que é tempo de ajudar outras atletas a tentar alcançar o sucesso que obteve enquanto tenista profissional. A escolha recai sobre Agnieszka Radwanska, tenista polaca de 25 anos e actual sexta classificada no ranking WTA, que tenta revitalizar a sua carreira com a experiência de uma antiga campeã. O regresso aos courts por parte de Navratilova já começou a produzir efeitos: "Não dormi muito bem na noite passada, só pensava no regresso aos jogos e à competição", confessou a checa naturalizada americana ao site da WTA.

Publicidade
Publicidade

A sua pupila, a polaca Agnieszka Radwanska, partilha o entusiasmo de Navratilova e afirma que "os feitos de Martina no ténis falam por si e espero poder aprender com toda a sua experiência". A justificação da sua escolha passou ainda por outro factor de relevo: "Somos naturais da mesma região do mundo e por isso partilhamos conhecimentos em relação à experiência no ténis e na vida, o que se traduzirá certamente numa relação de sucesso". Quanto ao futuro, o objectivo desta parceria passa pela conquista de títulos do Grand Slam, algo que falta no currículo da polaca que só por uma vez esteve numa final das "provas raínhas" do ténis mundial. A tenista de 25 anos perdeu na final de Wimbledon frente à norte-americana Serena Williams em 2012.

Não há, contudo, informação relativa à duração do contrato de Navratilova ou se este se baseia em objectivos concretos, para além de não terem sido tornados públicos quaisquer valores.

Publicidade

A partir de 2015 Martina Navratilova inicia a sua missão junto de Radwanska e a primeira prova de fogo começa logo no dia 19 de Janeiro com o "Australian Open", o primeiro torneio do Grand Slam da próxima época.

Continua a aumentar a aposta em antigas glórias da modalidade para reforçar as equipas técnicas dos melhores tenistas da actualidade. Nomes como Ivan Lendl, Boris Becker, Stefan Edberg e Michael Chang são hoje associados aos melhores jogadores do circuito ATP, incluindo jogadores como Novak Djokovic, Roger Federer e Andy Murray.