O slogan da prova indicava-a como simplesmente a prova mais espectacular do ano, onde 7.92 km de adrenalina e velocidade seriam percorridos. No passado fim-de-semana realizou-se, no localidade de Fajã da Ovelha (município da Calheta, ilha da Madeira) mais uma prova de BTT, a "Avalanche Raposeira", criada em 2008 a pensar nos amantes da modalidade. Nesta que foi a sua sétima edição, participaram 200 atletas nacionais e internacionais. Um traçado de 7.92 km muito rápido e totalmente em terra batida colocou à prova a preparação física e as técnicas dos atletas. Ao longo de todo o troço não faltaram as surpresas, o que exigiu a máxima concentração dos participantes.

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A maior de todas as surpresas desta edição não foi planeada pela organização, mas sim pela natureza: a baixa temperatura e alguma chuva quiseram estar presentes, aumentando o grau de dificuldade e espectacularidade da prova, e proporcionando imagens muito bonitas para mais tarde recordar. É de louvar todo o trabalho de uma organização tão jovem, movida pelo amor ao BTT, tendo em conta as dificuldades e desafios a que uma prova deste calibre está obrigada. Toda a organização está de parabéns por ter conseguido criar algo de único. Um dos focos da organização foi manter a natureza no seu estado natural, aproveitando os traçados abandonados já existentes, numa prova de respeito e valor pelo ambiente envolvente.

No que diz respeito à classificação, o vencedor da prova voltou a ser Emanuel Pombo.

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De referir que este atleta venceu todas as edições da prova. Pombo está habituado às altas lides deste desporto e conta com um palmarés invejável a nível nacional, tendo também participado regularmente em provas internacionais. Mas esta não foi uma vitória fácil. Apesar de toda a experiência do vencedor, é de salientar que os três primeiros classificados ficaram abaixo dos 10 minutos, sendo que o segundo e terceiro classificados ficaram a 22 e 28 segundos.

Segundo a organização, esta prova visa satisfazer as necessidades dos amantes da BTT da região, sendo até a data uma prova de cariz regional sem grande promoção quer a nível nacional ou internacional, o que deverá assim ser mantido. Mas com o grande interesse de alguns atletas nacionais e internacionais, a organização terá uma grande dificuldade em manter a prova nestes contornos. Com o número de participantes a aumentar em cerca de 20 atletas a cada edição que passa, a organização certamente será obrigada a dar um passo em frente e assumir a nacionalização da prova e futuramente a internacionalização.