Foi em Março de 2013, que Bruno de Carvalho assumiu o cargo de Presidente de #Sporting. E, a partir desse momento, os comunicados viraram moda no círculo leonino. O clube passou a ter a necessidade de se expressar semanalmente através destes, principalmente o seu "desbocado" presidente. O que ao início pareceu ser uma boa estratégia, nos últimos tempos tem-se assistido ao reverso da medalha. Com tanto comunicado, o perigo de atirar para todos os lados é que, eventualmente, acaba-se por acertar no próprio pé.

Portanto, quando ontem, o Sporting, em comunicado claro está, decretou o total blackout - o que muitas vezes é considerado uma atitude extremista -, neste caso pode-se considerar uma medida sensata e acertada.

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Os principais comentadores desportivos, antigos dirigentes e confessos adeptos do clube de Alvalade assim o afirmam: "Blackout é uma óptima medida para calar Bruno de Carvalho", atira o ex-presidente leonino Dias da Cunha.

Terá sido pelo excesso de comunicados feitos pelo actual presidente, que causou o ambiente pesado e de quase rotura entre equipa técnica e o próprio? A resposta não poderá ser completamente objectiva, mas o que terá originado tudo isto foi o comunicado de Bruno de Carvalho, depois de um empate em Guimarães, no qual questionava o profissionalismo dos seus jogadores. A partir desse momento, a harmonia leonina nunca mais foi a mesma. O exponencial distanciamento do treinador Marco Silva com o presidente está à vista de todos. Apesar do Sporting ainda estar em todas as frentes, o treinador estará por um fio, como noticia hoje o jornal A Bola.

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Justificação: o extremar de posições de ambos os lados está cada vez maior.

O Sporting justificou o anúncio do blackout afirmando ter sido vítima de "injustificados e repetidos ataques por parte de diversos órgãos de comunicação social e da constante manipulação da informação sobre o Clube". No comunicado, ainda se pode ler que nenhum representante leonino está autorizado a falar, a não ser para a comunicação social do próprio clube e para compromissos contratuais, como o caso das entrevistas após os jogos. Uma coisa é certa: quem mais vai sentir falta destes comunicados serão os jornais. E o Sporting poderá beneficiar disso mesmo, tendo tempo para reflectir sobre novas estratégias e estando longe do olhar dos críticos.