A 12ª jornada da Primeira Liga iniciou-se na noite de sexta-feira no Estádio do Bessa. Num campo tradicionalmente difícil, o #Sporting evidenciou dificuldades de adaptação ao relvado sintético, tendo os jogadores escorregado com muita frequência, com particular incidência na primeira parte. Nuns primeiros 45 minutos marcados por muita luta e pouca qualidade, o Sporting, com dois laterais pouco rotinados - Miguel Lopes na direita e Jonathan Silva na esquerda - demonstrou algumas fragilidades defensivas, principalmente quando, num #Futebol direto, o Boavista procurava explorar as costas da defensiva sportinguista. À medida que o tempo passava, o Sporting teimava em não impor o seu jogo, expondo-se em demasia às tentativas de transições rápidas do Boavista, que só não resultaram por clara incapacidade técnica de vários jogadores boavisteiros.

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Nani preocupa ao bater da meia hora

Por volta dos 30 minutos, depois de uma arrancada de Nani, o jogador ressentiu-se de uma dor muscular, que aparentemente não foi nova, tendo em conta a rapidez com que solicitou a substituição. Marco Silva lançou no jogo Carrillo, mas as suas preocupações certamente extrapolaram este jogo, pensando certamente na imensa falta que Nani poderá fazer na última jornada da fase de grupo da Champions frente ao Chelsea. O marasmo da primeira parte foi unicamente rompido por um cabeceamento de Slimani que embateu no poste, terminando o primeiro tempo com uma imagem de luta, entrega, mas pouco talento e qualidade de jogo.

Carrillo pinta jogo de verde e branco

Quando Carrillo explana todo o seu talento futebolístico o melhor só pode acontecer, e foi então que, depois de uma abertura de William Carvalho, o jogador peruano bateu o guardião do Boavista e inaugurou o marcador aos 54 minutos.

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Não satisfeito com isto, passados 2 minutos ultrapassou dois defesas contrários e cruzou para uma finalização competente de Carlos Mané, elevando para 2 a 0 a vantagem sportinguista. A calma e superioridade do Sporting pareceram então implementar-se, gerindo os tempos do jogo a seu preceito, tendo já em vista o jogo da Champions. Ainda assim, aos 81 minutos, Carrillo resolveu oferecer o 3 a 0 a João Mário, sentenciando o jogo.

O golo de honra do Boavista foi conseguido através de um lance infeliz de Jonathan Silva, que fez um autogolo aos 87 minutos. Estas situações de sucessivos autogolos certamente serão alvo de reflexão e análise para os lados de Alvalade, uma vez que alguns deles resultam de falta de concentração e displicência dos jogadores. O jogo terminou com uma importante vitória do Sporting, num campo bastante difícil, não só pela atitude aguerrida e guerreira da equipa do Boavista, principalmente diante do seu público, como também pela necessidade de adaptação que as equipas visitantes têm de efetuar ao relvado sintético.