Cristiano Ronaldo surpreendeu ontem o mundo com um valente grito no final do seu discurso após ter recebido mais uma Bola de Ouro, a terceira da sua carreira. Muitos se questionaram qual a origem daquela manifestação. No final da gala, o melhor do mundo explicou aos jornalistas que se trata de "um grito de guerra do Real Madrid", que todos os jogadores da equipa fazem. Mas de onde vem e como começou esta tradição?

Segundo o jornal desportivo espanhol Marca, este hábito está instalado no balneário merengue desde 2011, quando os atletas do clube madrileno começaram a celebrar golos e jogadas mais vistosas nos treinos com um audível "uuuuuu".

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"Nova temporada, novo código. Os jogadores do Real Madrid apareceram em Los Angeles com um surpreendente grito de guerra, com o qual celebram um boa acção pessoal num treino, um golo num exercício ou a vitória numa peladinha", noticiou o diário a 17 de Julho de 2011.

A expressão é descrita como uma mistura entre um rugido e um uivo, que foi ouvido pela primeira nos campos da UCLA, aquando da digressão do clube espanhol pelos Estados Unidos. Desde então que ecoa em Valdebebas, sempre que Cristiano Ronaldo, Benzema, Bale, James e companhia marcam um golo, Iker Casillas faz uma grande defesa ou Sergio Ramos um corte impossível durante uma sessão de treino.

Di Stéfano esquecido

Se a proclamação de CR7 como melhor jogador do mundo foi celebrada de forma efusiva em Chamartín, houve um outro aspecto que deixou os dirigentes e adeptos do Real Madrid menos satisfeitos: o facto de a morte de Alfredo Di Stéfano, em Julho do ano passado, ter passado em claro na gala.

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Os espanhóis consideram que o antigo goleador, uma verdadeira lenda do desporto-rei e único jogador do mundo com uma Super Bola de Ouro, merecia ter sido evocado durante a cerimónia, tal como aconteceu no ano passado com Eusébio. Alias, a homenagem fazia parte do programa do evento, mas o vídeo, com cerca de um minuto de duração, nunca chegou a ser emitido.

"Não sabemos o que se passou, mas a FIFA e a UEFA já homenagearam Di Stéfano a seu tempo. Talvez tenham entendido que esta era uma gala para celebrar e não para recordar", afirmou o presidente do Real, Florentino Pérez, desvalorizando o assunto. Quem não foi esquecido na cerimónia foram as vítimas dos recentes atentados terroristas em França, recordadas por Joseph Blatter no momento da entrega do prémio presidencial ao jornalista japonês Hiroshi Kagawa, que, aos 90 anos, se tornou o mais velho a cobrir um Campeonato do Mundo. #Futebol #Curiosidades